26 de junho de 2018

Gastrite e alimentação


      Uma das queixas muito frequentes atualmente nos consultórios médicos é a "dor no estômago", chamada pela classe médica de dor epigástrica ou epigastralgia. A "queimação" no estômago ou azia também acompanha o repertório de queixas que pode indicar algum problema no aparelho digestivo.

       A abordagem médica inicial tem como objetivo compreender melhor se os sintomas citados realmente podem ser por problemas estomacais, ou se pode ser por alterações de outros órgãos envolvidos como fígado ou pâncreas, que podem confundir o diagnóstico mais preciso. Uma vez suspeitando-se ser o estômago o órgão desencadeador dos sintomas, exames complementares podem ser solicitados para confirmação diagnóstica, ficando a critério do médico assistente a necessidade ou não dos mesmos.
A gastrite (inflamação da mucosa do estômago) pode ser desencadeada por várias causas, como algumas citadas abaixo:

1)  Colonização por bactéria (Helicobacter pylori).
2)  Uso de medicação por tempo prolongado que agride a mucosa gástrica (anti-inflamatórios e ácido acetilsalicílico).
3)  Aumento da secreção ácida do estômago por estresse (gastrite "nervosa").
4)  Intolerância (individual) a alguns alimentos irritantes da mucosa gástrica.

         Dentro dos tratamentos iniciados para o paciente com gastrite, além da medicação específica, há grande importância para a questão alimentar, sendo muitas vezes decisiva na melhora do quadro clínico.

Cuidados ao se alimentar

        Primeiramente, é importante evitar dar intervalos muito grandes entre as refeições, pois para alguns pacientes predispostos geneticamente o contato do suco ácido do estômago diretamente com as células da mucosa gástrica pode levar a uma irritação local e desencadear a gastrite. Isto não acontece quando o alimento está no estômago funcionando como uma barreira física entre o ácido clorídrico produzido pelo estômago e sua mucosa. Muitas horas sem se alimentar também pode piorar a azia. O ideal é comer de 3 em 3 horas.
Alguns hábitos devem ser estimulados no paciente com gastrite, como fracionar a alimentação em volumes menores, evitar refeições "pesadas" com muitos alimentos, de fácil mastigação e digestão (refeições mais leves) em temperaturas não muito elevadas, a fim de contribuir para a melhora do quadro clínico.

Alimentos que devem ser evitados

      Alimentos mais gordurosos geralmente necessitam de uma digestão mais intensa, exigindo uma produção maior de suco digestivo pelo estômago que, por ser muito ácido, pode piorar o quadro da gastrite, como é o caso das frituras, carnes gordurosas, manteiga, chocolate, queijos gordurosos (amarelos), biscoitos amanteigados, croissants e embutidos como bacon, salame, presunto gordo, salsichas e mortadela. Alguns temperos e condimentos fortes também podem trazer desconforto ao paciente com gastrite, como pimentas, noz-moscada, vinagre, mostarda, cravo-da-índia e páprica, sendo melhor evitá-las principalmente na fase inicial dos tratamentos.
       Alguns pacientes, mas não todos, referem piora da gastrite com algumas frutas mais ácidas como as cítricas: limão, abacaxi, maracujá, laranja, acerola, tangerina e morango. No início dos tratamentos é prudente evitá-las. Alimentos em conserva como o caso dos picles, enlatados, tomates e seus subprodutos como molhos e extratos também são descritos como mal tolerados pelos pacientes, tendo suas ingestas desencorajadas do ponto de vista alimentar.

Cuidados ao ingerir líquidos

         As bebidas alcoólicas causam uma irritação direta na mucosa gástrica, além de estimular o aumento da produção do suco ácido do estômago, sendo, portanto proibido seu uso nos pacientes com gastrite. O café (que contém cafeína) também é descrito como alimento a ser descontinuado, pelos mesmos motivos anteriormente citados, embora alguns pacientes tolerem pequenas quantidades.
      Beber muito líquido nas refeições pode dificultar o processo adequado da digestão, devido à diluição do suco gástrico, sendo o volume máximo de 200 ml o permitido para não atrapalhar a eficiência digestiva e desencadear a sensação de "estufamento" após a refeição. A cultura popular de tomar leite para diminuir a acidez do estômago deve ser evitada, pois ao diminuir abruptamente essa acidez, o corpo interpretará em seguida como "falta" de acidez no estômago e passará a produzir uma quantidade exagerada de suco gástrico, que é ácido, algum tempo depois da ingestão do leite, voltando o sintoma de "queimação", fenômeno chamado de efeito rebote, piorando ainda mais os sintomas dispépticos.

Outros cuidados

       O tabaco (cigarro) pode estimular a produção de ácido clorídrico pelo estômago elevando demasiadamente a acidez local, podendo contribuir para o aparecimento ou para a piora da gastrite, devendo ser formalmente evitado.
Diminuir o estresse, reservando horários para momentos de lazer e relaxamento, buscar psicoterapia de apoio para casos específicos de transtornos da ansiedade e ajuda de medicação específica (sob prescrição médica) em casos mais extremos são atitudes importantes na busca do tratamento da gastrite "nervosa".

Alimentos aliados contra a gastrite

      Quanto aos hábitos alimentares que podem contribuir para a melhora da gastrite ainda é um assunto polêmico na medicina, mas certamente as observações das experiências acumuladas no dia a dia do consultório permitem predizer alguns fatos, como descritos abaixo:

Verduras (cozidas) como couve e espinafre são coadjuvantes no controle a acidez estomacal excessiva, podendo fazer parte das escolhas do dia a dia.
Chás de melissa, erva-cidreira, espinheira santa, erva-doce e camomila podem contribuir como coadjuvantes no alívio dos sintomas, mas jamais substituem os tratamentos medicamentosos.
Por fim, procurar ajuda de médicos e nutricionistas é fundamental para o diagnóstico correto da gastrite e seu tratamento envolvendo também o direcionamento nutricional adequado.
No entanto, nem só de restrições na dieta vive quem tem gastrite. Veja quais hábitos são bem-vindos e quais alimentos não agridem o seu sistema digestivo e ainda controlam a doença - alguns, inclusive, ajudam a recuperar a ferida na parede do estômago.

1. Hortelã e alecrim - Os chás dessas ervas são poderosos aliados da boa digestão. A nutricionista Carla Fiorillo conta que eles também são calmantes digestivos, já que diminuem a acidez do estômago. Com isso, eles atenuam azias, gases e cólicas. Para um efeito mais satisfatório, o ideal é que eles sejam tomados 30 minutos antes das refeições.

2. Frutas não ácida - Laranja lima, banana, maçã, goiaba e mamão estão na lista de frutas liberadas, já que não agridem o estômago. Os seus sucos também podem ser ingeridos sem medo. A quantidade indicada pela nutricionista Andréia Ceschin de Avelar é de quatro a cinco porções por dia no café da manhã, no meio da manhã, como sobremesa do almoço, entre almoço e jantar e outra no jantar, sendo cada porção uma fruta ou uma fatia.

3. Suco de Aloe vera - Segundo a nutricionista Fernanda Granja, o suco de Aloe vera, erva também conhecida como babosa, tem poder cicatrizante. Ou seja, além de não ser prejudicial, ainda contribui na cura da ferida estomacal. O suco já é vendido pronto e 50 ml ingeridos em jejum, ou antes, de dormir diariamente são suficientes.

4.  Alimentos com lactobacilos - "Às vezes, a gastrite mata as bactérias boas do estômago e sem elas, o tecido não se recupera", explica a nutricionista Fernanda Granja. Por isso, a reposição dos lactobacilos é importante para povoar o estômago com bactérias benéficas e, assim, para a cura da gastrite. Lactobacilos são encontrados em iogurtes e, até mesmo, vendidos em pó.

5. Biomassa de banana verde - Quando cozida, a banana verde apresenta um amido resistente, definido como pré-biótico. Essa substância funciona como alimento dos lactobacilos, mantendo-os vivos. Quando uma pessoa desenvolve gastrite, seu estômago é povoado com bactérias más, ocasionando déficit de bactérias boas. Ao ingerir a biomassa, os lactobacilos permanecem vivos, auxiliando na recuperação do tecido, como explica a nutricionista Fernanda Granja.

6. Peixe e frango com pouca gordura

Você não precisa cortar a carne de seu cardápio por causa da gordura. Carnes de frango cozido, refogado ou grelhado; peixes não muito gordurosos como pescadas e merluza - ao forno ou grelhados - e carnes vermelhas menos gordurosas - o que inclui patinho, coxão mole e lagarto - estão liberadas, segundo a nutricionista Andréia Ceschin de Avelar. Mas nada de frituras!

7. Suco verde

Segundo a nutricionista Fernanda Granja, o suco de salsinha e couve é rico em clorofila, uma substância energizante e cheia de zinco e antioxidantes, itens necessários para a recuperação do estômago, além de vitamina C e magnésio. Para o preparo, bata os ingredientes verdes com suco de uma fruta, água e linhaça germinada. Para germinar a linhaça, basta colocar uma colher de sopa em um copo com água. Depois de quatro horas, a semente estará pronta para ser adicionada no suco verde.

8. Legumes ou verduras refogadas

Consuma legumes e verduras - tanto no almoço quanto no jantar - mas lembre-se de refogá-los, já que folhas muito dura podem incomodar as paredes de seu estômago. Por isso, a nutricionista Andréia Ceschin de Avelar aconselha que o consumo in natura de verduras como repolho, couve crua, escarola, alface e agrião seja evitado, pelo menos no começo.

9. Caldo de feijão

A nutricionista Andréia Ceschin de Avelar conta que, embora o grão do feijão deva ser evitado por causa da fermentação que provoca, o seu caldo pode ser aproveitado. Além de ele ser facilmente digerido, você pode aproveitar os nutrientes que o feijão oferece e ainda matar a vontade, já que o gosto do caldo não se modifica quando separado do grão. Sopas de legumes e canjas também estão liberadas.

10. Bolachas água e sal

A dica da nutricionista Andréia Ceschin de Avelar, é comer bolachas de água e sal ou maisena (nada de bolachas recheadas, pois são muito gordurosas) e frutas nos intervalos das refeições, para evitar que o estômago fique vazio (já que, quando vazio, o suco gástrico corroerá suas paredes, agravando a ferida). Além disso, a nutricionista Carla Fiorillo indica que sejam feitas de quatro a cinco refeições por dia - com calma, em poucas quantidades.

Conheça os alimentos e hábitos que são os verdadeiros vilões da gastrite

        Ficar em jejum - Sabe quando você acorda com aquela dor no estômago que simplesmente não passa que lembra um enjoo, ou quando no decorrer do dia ela surge, vai piorando e você decide não comer? Então, "o jejum prolongado pode desencadear a dor de estômago, que é o principal sintoma da gastrite", afirma Maira Marzinotto, gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. O ideal é comer alimentos saudáveis, com pouca gordura e de fácil digestão a cada três ou quatro horas, além de não pular refeições.

Cafeína - "Apesar de não haver comprovação científica de que a cafeína desencadeie crises de gastrite, ela é um agente irritativo do trato intestinal em qualquer quantidade, então ela deve ser evitada por pacientes com gastrite", diz a gastroenterologista Paula Ferreira Lacerda. A cafeína está presente no café, chás, refrigerantes, chocolates e entre outros.

Bebidas alcoólicas e cigarro - Qualquer bebida alcoólica - fermentada, destilada e até o vinho - pode piorar os sintomas da gastrite. Logo, durante as crises o seu uso é completamente desaconselhado e, depois de passados os sintomas, se quiser beber, é bom que o faça com muita cautela. "Quanto ao cigarro, existem inúmeros componentes na formulação que são agressivos ao estômago, como a própria nicotina e o alcatrão. Caso se consiga parar de fumar e beber, a gastrite tende a melhorar muito", diz Maira.

Estresse, ansiedade e depressão - O estresse, a ansiedade e a depressão também podem estar relacionados ao aparecimento dos sintomas da gastrite, além da própria gastrite nervosa. "Os três problemas são grandes fatores desencadeadores de crises de gastrite, uma vez que todo o trato gastrintestinal é interligado com o sistema nervoso central, assim, reações de estresse, ansiedade e até depressão podem influenciar e agravar os sintomas", explica Paula. "Com certeza eles podem influenciar nos sintomas da gastrite, mas são mais relevantes causas como a alimentação, hábitos de vida, tendência genética e infecção bacteriana - que também podem estar presentes nos quadros de ansiedade, estresse e depressão", afirma o psiquiatra Ivan Mario Braun.

Evite alimentos ácidos - Alimentos ácidos também compõe a lista dos "vilões" para quem tem gastrite. Isso acontece porque "a gastrite pode ter relação com a quantidade de ácido dentro do estômago. No momento em que ingerimos algum alimento ácido, esse se junta ao suco gástrico, composto principalmente de ácido clorídrico, e pode agravar uma inflamação já existente", explica Maira. Dentre os alimentos ácidos estão às frutas cítricas, como o limão, a laranja e o abacaxi, mas um simples tomate também pode interferir.

Fuja de frituras e embutidos - Os alimentos gordurosos, como as frituras e os embutidos (linguiça e salsicha, por exemplo) podem piorar os sintomas e causar a sensação de estar "cheio", como se o alimento estivesse parado, um quadro de má digestão. "Os alimentos gordurosos demoram mais tempo para serem digeridos e também demandam mais enzimas para a digestão, o que causa estes sintomas. Os embutidos, além disto, têm muitos conservantes que irritam o estômago e alteram a sua motilidade, portanto devem ser evitados também", orienta Paula. Para saber mais sobre a dieta para quem tem gastrite.

Temperos para evitar - Sim, um simples tempero ou condimento pode estar desencadeando os sintomas da sua gastrite. Se destacam entre estes temperos os apimentados, com excesso de alho ou de cebola, pimentão e os bastantes ácidos, como os que contêm limão. Isso porque "são alimentos que irritam a mucosa (parede) do estômago, potencializando a inflamação, mas atenção, geralmente eles não são os causadores da gastrite - que é a inflamação da mucosa gástrica , mas podem piorar o quadro e os sintomas", afirma a gastroenterologista Maira.

Chicletes e balas - Pessoas que já têm predisposição a desenvolver gastrite podem ter esse sintoma agravado ou desencadeado quando mascam chicletes ou balas. Isso porque a digestão começa pela boca, na própria mastigação antes de engolir os alimentos, o que já prepara o trato gastrointestinal para receber a comida. "No caso do chiclete, a digestão é desencadeada, mas não utilizada, portanto expõe a mucosa do estomago, esôfago e intestino à acidez e enzima, o que pode piorar os sintomas dispépticos", afirma Paula.

1 de junho de 2018

O lixo


O lixo é um dos maiores problemas ambientais em âmbito mundial. Ele é um fenômeno puramente humano, uma vez que na natureza não existe, pois tudo no ambiente agrega elementos de renovação e reconstrução do mesmo. Nesse contexto, pode ser encontrado no estado sólido, líquido e gasoso.

Sabe-se que o desenvolvimento econômico, crescimento populacional, a urbanização e a revolução tecnológica vêm sendo acompanhados por alterações no estilo de vida e nos modos de produção e consumo da população. Como decorrência direta desses processos, vêm ocorrendo um aumento na produção de resíduos, tanto em quantidade como em diversidade, principalmente nos grandes centros urbanos. Além do acréscimo na quantidade, os resíduos produzidos atualmente passaram a abrigar na sua composição elementos sintéticos e perigosos aos ecossistemas e a saúde humana, em virtude das novas tecnologias incorporadas no cotidiano. 

Embora tenha havido progresso nos últimos vinte anos, o lixo e grande parte desses detritos não são processados, ou seja, o excedente vai sendo armazenado em proporções alarmantes e o problema cresce gradativamente.

Nas cidades que dispõem de coleta de lixo, esse é deslocado para um lugar específico denominado lixão, onde ficam concentradas enormes quantidades de detritos que se encontram a céu aberto, porém existem também os aterros sanitários, lugares destinados a armazenar o lixo, nesse caso os resíduos são enterrados e compactados. Esses lugares possuem uma paisagem degradada e é um ponto de concentração de doenças e mau cheiro, não é recomendável o contato humano nesse ambiente por causa da insalubridade.

Os dois tipos de depósitos se estabelecem em áreas periféricas que estão sobre fortes problemas de ordem ambiental e social. Muitas vezes o lixo pode ter outros destinos, como áreas desabitadas, encostas, rios e córregos. Esse processo é comum em países subdesenvolvidos onde existem bairros que possuem pouca ou nenhuma coleta de lixo, como esse não tem seu destino adequado produz inúmeros problemas no ambiente e também às pessoas da comunidade. Dentre os principais estão: disseminação de doenças, decomposição de matéria orgânica que gera odor desagradável e produz chorume, contaminação do solo por produtos tóxicos e das pessoas que estão em contato, deslizamento de encosta, assoreamento de mananciais e enchentes, armazenamento de materiais que não são biodegradáveis, além de estragar a paisagem.

Outro ponto não menos importante está na questão social decorrente dos lixões que tornaram uma prova viva da exclusão social e degradação humana, é comum nesses locais a presença de centenas de pessoas que diariamente buscam materiais e objetos que possam ser vendidos para o processo de reciclagem e também restos de alimentos que muitas vezes já se encontram estragados e que mesmo assim são consumidos. Os lixões refletem diretamente as desigualdades sociais presentes em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, além de deixar explícita a degradação humana.

Sabemos que não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção, reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva, pois a correta destinação dos resíduos sólidos é condição primordial para uma cidade sustentável.

Diante de todas as considerações fica evidente que a simples construção de aterros e instalações de lixões não pode ser considerada como uma solução é preciso encontrar maneiras menos impactantes e mais eficientes em caráter ambiental e social.
O lixo deve ser tratado com prudência, pois compromete as reservas de recursos naturais, além de poluir e comprometer outros ambientes.

Links de pesquisa

25 de maio de 2018

Dinâmica - Tema meio ambiente

Essa é uma atividade de introdução para semana do Meio Ambiente, cujo objetivo é avaliar o nível de conhecimento do grupo, sobre as questões ambientais.

  • Listar palavras relacionadas com Meio Ambiente e escrever em etiquetas para colar em uma bola.
Ex: lixo, reciclagem do lixo, escassez de água, desmatamento, extinção de espécies, reflorestamento, inundações, aquecimento global, lixões, esgotos, assoreamento, poluição, coleta seletiva, etc.

  • Em círculo, jogar a bola para o colega que retira uma etiqueta colada na bola e fala sobre aquele tema que escolheu.
Um aluno pode complementar a fala do outro expressando tudo que sabe sobre o assunto.

  • A partir desta conversa fica a critério do professor selecionar um tema para trabalhar em sala de aula.


Mensagem


22 de abril de 2018

Intolerância à lactose


       Intolerância à lactose é o nome que se dá a incapacidade parcial ou incompleta de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados. Ela ocorre quando o organismo não produz, ou produz em quantidade insuficiente, uma enzima digestiva chamada lactase, que quebra e decompõe a lactose, ou seja, o açúcar do leite.

         Como consequência, essa substância chega ao intestino grosso inalterada. Ali, ela se acumula e é fermentada por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovem maior retenção de água e o aparecimento de diarreias e cólicas.

É importante estabelecer a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose.

          A alergia é uma reação imunológica adversa às proteínas do leite, que se manifesta após a ingestão de uma porção, por menor que seja de leite e derivados. A mais comum é a alergia ao leite de vaca, que pode provocar alterações no intestino, na pele e no sistema respiratório (tosse, bronquite, por exemplo).
        A intolerância à lactose é um distúrbio digestivo associado à baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino delgado. Os sintomas variam de acordo com a maior ou menor quantidade de leite e derivados ingeridos.
             Pesquisas mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum tipo de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada.

A intolerância à lactose pode ser causada por três tipos de deficiência de lactase:

A deficiência do tipo primária: afeta pessoas de ascendência não europeia pura, com predisposição genética. Manifesta-se durante a infância, adolescência ou mesmo na idade adulta.

A deficiência secundária: a produção é afetada por doenças intestinais, como diarreias, síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, doença celíaca, ou alergia à proteína do leite. Nesses casos, a intolerância pode ser temporária e desaparecer com o controle da doença.

Deficiência congênita: por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir a lactase (forma rara, mais crônica).

Sintomas

           Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. Eles costumam surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão, etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvete, mingaus, pudins, cremes, bolos, etc.). Os sintomas mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, flatulência, náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas. Crianças pequenas e bebês portadores do distúrbio em geral, perdem peso e crescem mais lentamente.

Tratamento

            No início, é suspender a ingestão de leite e derivados da dieta a fim de promover alívio dos sintomas. Depois, esses alimentos devem ser reintroduzidos aos poucos até identificar a quantidade máxima que o organismo suporta sem manifestar sintomas adversos.  Essa conduta terapêutica tem como objetivo  manter a oferta de cálcio na alimentação, nutriente que, junto com a vitamina D, é indispensável  para formação de massa óssea saudável. Suplementos com lactase e leites modificados com baixo teor de lactose são úteis para manter o aporte de cálcio, quando a quantidade de leite ingerido for insuficiente.

Portadores de intolerância à lactose precisam saber que:
  1. Na medida do possível, o leite não deve ser totalmente abolido da dieta;
  2. É importante ler os rótulos dos alimentos para saber qual é a composição do produto e também a bula dos remédios porque vários deles incluem lactose em sua fórmula;
  3. Leite de soja, de arroz, de aveia não contém lactose;
  4. Leite de vaca não entra como ingrediente do pão Francês e do pão de ló;
  5. Verduras de folhas verdes, como brócolis, couves, agrião, couve-flor, espinafre, assim como feijão, ervilhas, tofu, salmão, sardinha, mariscos, amêndoas, nozes, gergelim, certos temperos (manjericão, orégano, alecrim e salsa) e ovos também funcionam como fonte de cálcio.
Links de pesquisa



17 de fevereiro de 2018

A disciplina é um valor que deve ser cultivado


Segundo o educador Celso Antunes “a disciplina precisa ser transformada em valor, para que seja vista como uma qualidade humana, imprescindível à convivência e fundamental para as boas relações interpessoais. A disciplina não pode, jamais, chegar ao aluno como uma ordem, um castigo, um imperativo que partindo do mais forte, dirige-se ao oprimido em nome de seu conforto pessoal, mas como ‘produto’ de debate, reflexão, estudo de caso e análise onde se descobre a hierarquia de povos disciplinados sobre clãs sem mando ou sobre sociedades oprimidas”.

Neste caso estabelecer as regras de convivência com a turma pode evitar problemas e garantir um bom relacionamento ao longo do ano letivo. Por isso é importante conversar com os alunos já nos primeiros dias de aula sobre o ano que se inicia e qual a melhor maneira de trabalhar para alcançar os objetivos.

Para isso, usar uma estratégia em que eles participem completando as seguintes frases: “Temos o direito a...” e “Somos todos responsáveis por...”.

A etapa seguinte é selecionar com eles os direitos e deveres. Estes devem ser inspirados nas normas gerais da escola - que eles precisam conhecer - e devem ser focados no que precisa ser feito e não no que é proibido.

Ao terminar, peça para que cada um copie os tratados e cole na agenda ou no caderno. Além disso, preparar cartazes para expor em classe.

Procurando um coração


Objetivo: desenvolver o relacionamento interpessoal e a comunicação.

Material necessário: corações cortados em duas partes de forma que uma delas se encaixe na outra. Cada coração só poderá encaixar em uma única metade.

Exemplo:


Procedimento:
  • Distribuir os corações já divididos de forma aleatória.
  • Informar que ao ouvirem uma música caminharão pela sala em busca de seu par.
  • Quando todos encontrarem seus pares, o educador irá parar a música e orientar para que os participantes se apresentem caso não se conheçam e conversem sobre o que esperam do ano que se inicia.
  • Em seguida socializar para turma as informações de seu par.
Conclusão:
O professor explicará aos alunos que sozinhos somos incompletos, precisamos ter colegas, amigos, pessoas a nosso lado. Para isso é importante respeitarmos os colegas, sermos companheiros e colaborarmos uns com os outros.

Fonte Internet.

14 de janeiro de 2018

Dinâmica do Corpo Humano

O principal objetivo é a interação e trabalho em equipe de todos os alunos a fim de atingir a meta final.

Material: folha sulfite, lápis de cor, fita crepe.

Procedimento
Dividir a classe em seis equipes, mais ou menos.


As equipes deverão desenhar em 10 minutos uma das partes do corpo humano indicadas a seguir:

1ª Equipe: cabeça e pescoço;
2ª Equipe: tronco;
3ª Equipe: braço direito;
4ª Equipe: braço esquerdo;
5ª Equipe: perna direita;
6ª Equipe: perna esquerda.


Finalizada a tarefa, um representante de cada equipe deverá colar com fita crepe num painel as partes desenhadas compondo o corpo humano num todo.


Em um debate coletivo argumentar sobre o resultado do trabalho que as equipes elaboraram individualmente. Faça vários questionamentos, como:

  1. A desproporcionalidade das partes do corpo.
  2. Por que isso aconteceu se uma parte é complemento da outra?
  3. Como se poderia ter um corpo humano mais adequado?
  4. O que faltou para o trabalho das equipes ter um melhor resultado?
  5. O que isso quer dizer no trabalho cotidiano? 
Tempo de aplicação: 30 minutos
Nº máximo de pessoas: 30

Fonte da dinâmica -  Isoterikha


11 de janeiro de 2018

Mensagem de volta às aulas


Juntos formamos uma equipe dinâmica 
“A suprema arte do professor é despertar a alegria na expressão criativa do conhecimento, dar liberdade para que cada estudante desenvolva sua forma de pensar e entender o mundo, assim criamos pensadores, cientistas e artistas que expressarão em seus trabalhos aquilo que aprenderam com seus mestres.”
 (Pensamento de Albert Einstein)


31 de dezembro de 2017

O envelhecimento

O envelhecimento é um processo natural, dinâmico, progressivo e irreversível, no qual ocorrem alterações morfológicas, bioquímicas, fisiológicas, comportamentais e psicossociais. Assim sendo, há uma diminuição na saúde, na funcionalidade, na autonomia e na qualidade de vida da pessoa.

O envelhecimento pode traduzir-se, parcialmente, pela diminuição da estatura e do peso, perda de tecido ósseo e muscular, aumento da gordura corporal e diminuição da quantidade de água corporal.

Compreender as mudanças na composição corporal que acompanham o processo de envelhecimento e as suas implicações na saúde é de suma importância, tanto para o conhecimento gerontológico como para o suporte nutricional do idoso. Estas mudanças estão diretamente implicadas com o estado funcional e de sobrevivência da população idosa.

O envelhecimento e as Alterações corporais

Durante o envelhecimento natural do nosso organismo, as funções fisiológicas começam a declinar progressivamente após os 25 anos, sendo que este ritmo de declínio não é uniforme entre as pessoas, e que em um mesmo indivíduo, o declínio da função de seus órgãos também ocorre em ritmo diferente.

Dentre as alterações corporais fisiológicas, as medidas antropométricas são as mais afetadas. Aqui, uma dessas mudanças que é mais visível é a que diz respeito à estatura, pois esta se mantém até os 40 anos de idade, porém, depois disso, há uma redução de cerca de um centímetro por década, condição esta que se acentua aos 70 anos. Isso ocorre devido alterações na coluna vertebral, arqueamento dos membros inferiores e achatamento do arco plantar. Ademais, o peso, outra medida antropométrica, também sofre redução após os 60 anos, havendo limitação do Índice de Massa Corporal (IMC), e redução do peso dos órgãos.

Os idosos sofrem alterações nos órgãos do sentido, então, no que diz respeito ao paladar, eles possuem uma redução da sensibilidade por gostos primários, como doce, amargo, ácido e salgado. Para mais, ainda há uma redução do número de gemas gustativas, uma vez que jovens possuem 250 gemas gustativas por papila e após os 70 anos, esse número decai para menos de 100 gemas gustativas por papila.

E outra alteração muito comum de observarmos nos idosos é a hipodipsia, ou seja, uma redução na sensação de sede, o que ocorre por disfunções cerebrais e diminuição da sensibilidade dos osmorreceptores.

Existe também uma alteração importante com relação à água corporal total. Há uma redução de 15% a 20% da quantidade de líquidos no organismo, principalmente da água que fica dentro das células, a chamada água intracelular. Quando consideramos a redução de líquidos e o aumento de gorduras no organismo, entendemos que há alteração, tanto na absorção, quanto no metabolismo e excreção de medicamentos. Existem drogas chamadas lipofílicas, aquelas que se ligam à gordura. Exemplo disso é o Diazepam, medicamento que, por ter efeito cumulativo e ligar-se à gordura corporal, tem uma vida média no organismo do idoso de 80 horas e, por isso, pode haver dificuldade para ser eliminada. Pensando nisso, deve ser evitado o uso excessivo de medicamentos pelo idoso devido à dificuldade em metabolizar e excretar alguns remédios.

A redução de ingestão alimentar, a “anorexia do envelhecimento”, é fator importante no desenvolvimento e progressão da sarcopenia, principalmente quando associada a outras co-morbidades. Múltiplos mecanismos levam à ingestão alimentar reduzida no idoso, tais como perda de apetite, redução do paladar e olfato, saúde oral prejudicada, saciedade precoce (relaxamento reduzido do fundo gástrico, aumento da liberação de colecistocinina em resposta à gordura ingerida, elevação da leptina). Fatores psicossociais, econômicos e medicamentosos também estão envolvidos.

Em um adulto normal estima-se que a perda de massa e força muscular pode extrapolar o que seria normal ou próprio do envelhecimento (senescência). Nesse caso temos uma condição, que podemos chamar de síndrome, denominada sarcopenia – derivada do grego (sarkpenia – sark = carne / penia = perda), diz respeito à perda de massa muscular levando, como consequência, a diminuição da sua função.

Em um adulto normal estima-se que a perda de massa muscular ocorra na proporção de 1 a 2% ao ano, podendo esta ser diminuída com medidas preventivas. Se levarmos em consideração estes valores descritos em inúmeros trabalhos da literatura, podemos aceitar que na 8ª década da vida o idoso terá somente 50% de sua massa muscular da juventude.

Outra alteração relevante é a redistribuição desse tecido adiposo. Ocorre uma redução da quantidade de gordura nos membros (braços e pernas) e um aumento do acúmulo de gorduras na região do tronco, aumentando, assim, a chamada gordura central. Quando essa gordura está intrínseca aos tecidos mais internos (viscerais), tem-se aumento da probabilidade de o indivíduo apresentar doenças cardíacas.

O diagnóstico é dado a partir da presença de redução ou perda em 2 dos 3 critérios abaixo:

Massa muscular: quantidade de tecido muscular do corpo. Um adulto saudável deve possuir em torno de 60% de massa muscular em seu corpo.
Força muscular: tensão que o músculo é capaz de gerar em um determinado movimento. Por exemplo, aperto de mão.  
Função muscular: capacidade de produzir movimento. Por exemplo, segurança e velocidade em levantar da cadeira e sair andando.

As intervenções em geral para prevenir ou reverter quadros de Sarcopenia ainda estão restritos à alimentação e ao exercício físico.

Para manter a qualidade, os adultos mais velhos devem cumprir um programa de atividade física que inclui força muscular (musculação, pilates, etc.) e ficar atentos à ingestão de proteínas e aminoácidos.

O ideal é fazer exercícios físicos sob a orientação de um profissional de educação física. A alimentação também deveria ser avaliada e corrigida por nutricionista. Em casos mais graves e específicos, pode-se fazer uso de suplementos alimentares específicos. Mas, idosos com deficiência renal devem procurar um médico, pois a maior ingestão de proteínas e aminoácidos pode comprometer ainda mais a funcionalidade dos rins.

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