15 de agosto de 2017

Sistema endócrino

O Sistema Endócrino é constituído pelas glândulas endócrinas, assim chamadas por lançarem, diretamente no sangue, os hormônios que produzem.

Os hormônios são mensageiros químicos que influenciam ou controlam as atividades de diversos órgãos do corpo. A ação dos hormônios se dá quando este é lançado através da corrente sanguínea pelas glândulas endócrinas, assim, chegando à célula alvo, liga-se a receptores específicos localizados na superfície da célula.



Hipotálamo é uma região do encéfalo dos mamíferos, localizado abaixo do tálamo e acima da hipófise. Tem a função de regular algum dos processos metabólicos e outras atividades autônomas. Ele faz a intermediação entre o sistema nervoso e o endócrino e libera hormônios. O hipotálamo controla a temperatura do corpo, a fome, a sede e principal controlador de expressão emocional e o comportamento sexual. A regulação do metabolismo, da reprodução, a produção de urina e outras sensações, ou seja, é bem abrangente.

As glândulas endócrinas estão localizadas em diversas partes do corpo: hipófise, tireoide, paratireoides, timo, suprarrenais, pâncreas e glândulas sexuais.

Hipófise

Hipófise ou pituitária é uma pequena glândula, localizada na base do cérebro, em uma área chamada sela túrcica.  Encontra-se abaixo do hipotálamo, que controla grande parte das funções da hipófise, e está ligada a ele por uma haste hipofisária.  Também é conhecida como “glândula mestre”, por ser responsável pelo funcionamento de outras glândulas do corpo. Do ponto de vista fisiológico a hipófise é dividida em duas partes distintas: adeno-hipófise ou lobo anterior e a neuro-hipófise ou lobo posterior.

Adeno-hipófise é a parte anterior da hipófise capaz de sintetizar e secretar hormônios. Alguns deles são chamados de tróficos porque estimulam e controlam outras glândulas endócrinas. Os mais importantes e bem conhecidos são:
TSH (tireotrofina) estimula a glândula tireoide a produzir o hormônio tiroxina.
ACTH (adrenocorticotrófico) estimula o córtex da glândula suprarrenal a produzir os hormônios glicocorticoides (cortisol)
Prolactina – estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias e o aumento das mamas.
FSH (hormônio estimulador do folículo) estimula o crescimento e a secreção de estrógenos nos folículos ovarianos e a espermatogênese nos testículos.
STH (somatotrofina, hormônio do crescimento ou GH) – promove o crescimento do organismo e influencia o metabolismo das proteínas, carboidratos e lipídios. O excesso na infância provoca o gigantismo e a deficiência o nanismo. O excesso no adulto provoca acromegalia.
LH (hormônio luteinizante) – propicia a ocorrência da liberação do óvulo (ovulação) e formação do corpo lúteo (corpo amarelo) pelo ovário, bem como produção de testosterona nos testículos.

Neuro-hipófise parte posterior da hipófise formada de tecido nervoso. Sintetiza a ocitocina e a vasopressina.    
ADH (hormônio antidiurético) ou vasopressina - Este hormônio é produzido no hipotálamo, a hipófise armazena e libera na corrente sanguínea. Atua no controle da eliminação de água pelos rins, portanto tem efeito antidiurético, ou seja, é liberado quando a quantidade de água no sangue diminui, provocando uma maior absorção de água no túbulo renal e diminuindo a urina. Quando o nível desse hormônio está acima do normal, ocorre a contração das arteríolas, provocando um aumento da pressão arterial, por isso o nome vasopressina. Há casos em que a quantidade de ADH no organismo da pessoa é deficiente, provocando excesso de urina e muita sede. A esse quadro damos o nome de diabetes insípida.
Ocitocina – contração da musculatura uterina no parto e liberação de leite das glândulas mamárias.
Tireoide

Tireoide é uma glândula que mede aproximadamente 5 cm e está localizada na parte anterior do pescoço, próxima a traqueia e a laringe. Ela age na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interfere também no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no peso, na memória, na concentração, no humor e no controle emocional. É fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo. É responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) que atua em todos os sistemas do nosso organismo.
Os distúrbios da tireoide ocorrem quando essa glândula não está funcionando corretamente, podendo produzir mais ou menos hormônios do que o normal.
Inflamação da tireoide (tireoidite) devido a infecções virais ou outros motivos.

Doenças da glândula tireoide

Hipotireoidismo – acontece quando os níveis de T3 e T4 estão baixos. Nesse caso sintomas como cansaço, sonolência, ganho de peso, pele seca, constipação, intolerância ao frio, cabelos e unhas secos e quebradiços, fadiga e raciocínio lento podem ocorrer.

Hipertireoidismo é uma condição na qual a glândula tireoide produz excesso de hormônios tireoidianos. Os sintomas incluem aumento da frequência cardíaca, nervosismo, agitação, inquietação, insônia ou dificuldade para dormir, emagrecimento, aumento da sensação de calor, pele avermelhada, face rosada, instabilidade emocional e diarreia.

Doença de Graves – causa mais comum de hipertireoidismo - é um distúrbio autoimune em que são produzidos anticorpos que provocam inflamação da tireoide com secreção excessiva de hormônios.

Tireoidite de Hashimoto - é uma doença autoimune, cuja principal característica é a inflamação da tireoide causada por um erro do sistema imunológico. Na tireoidite de Hashimoto, o organismo fabrica anticorpos contra as células da tireoide. Esses anticorpos provocam a destruição da glândula ou a redução de sua atividade, o que pode levar ao hipotireoidismo por carência na produção dos hormônios T3 e T4.
A doença pode ser mais comum em algumas famílias, o que pode indicar um fator genético. Acomete também mais as mulheres do que aos homens, e sua prevalência aumenta à medida que as pessoas envelhecem.
O diagnóstico leva em conta sintomas como: o aumento da glândula, que se apresenta endurecida, lentidão dos reflexos e anemia, por exemplo. Exames de sangue permitem dosar a quantidade dos hormônios tireoidianos T3 e T4, do hormônio TSH produzido pela hipófise, que estimula o funcionamento da tireoide, e a presença de anticorpos antitireoide.

Tireoidite de Quervain ou tireoidite subaguda – não tem causa conhecida e resulta em um aumento doloroso da glândula e na liberação de grandes quantidades de hormônio no sangue.

Tireoidite de Riedel ou tireoidite fibrótica – distúrbio fibro-inflamatório raro que pode causar hipotireoidismo. As lesões causadas pela tireoidite fibrótica podem piorar de forma lenta e progressiva se não forem tratadas. Em alguns casos, o tecido da tireoide pode ser totalmente destruído. Pacientes com este mau costumam sentir falta de ar, sensação de sufocamento e disfagia.

Tireoidite pós-parto – cerca de 5 a 10% das mulheres manifestam hipertireoidismo leve a moderado alguns meses após o parto. Nesses casos, o distúrbio costuma durar de um a dois meses e, frequentemente, é seguido por vários meses de hipotireoidismo antes do organismo se normalizar espontaneamente. Entretanto, em alguns casos, a tireoide não se recupera, e o hipotireoidismo se torna permanente, sendo necessária a reposição hormonal ao longo da vida.

Bócio é uma doença que consiste no aumento do volume da glândula tireoide. No passado, era comum devido à carência de iodo na dieta, mas com sua adição ao sal de cozinha diminuiu muito a incidência de bócio. Portanto em algumas áreas a carência de iodo é muito comum e é a principal causa do hipotireoidismo.

Câncer de tireoide - é pouco comum. Existem quatro tipos: papilar, folicular, anaplásico e medular. Cerca de 80% são papilares, afetam mais mulheres do que homens e são mais comuns em jovens. Aproximadamente 15% são foliculares. É um tipo mais agressivo e é mais frequente em mulheres idosas. O câncer anaplásico também é mais comum em idosas, representa 2% do total e tende ser agressivo e de difícil tratamento. O câncer medular produz calcitonina e pode ser encontrado sozinho ou com outros tumores endócrinos, como parte da síntese de neoplasia endócrina múltipla. Representa aproximadamente 3% do total e pode ser também de tratamento difícil, especialmente quando se dissemina para fora da tireoide.

Nódulos de tireoide - é uma massa de tecido tireoidiano que cresceu ou um cisto cheio de líquido que se forma na tireoide podendo ser causado por várias condições, a maioria delas benigna. menos de cinco por cento dos nódulos identificados são malignos. Isso significa, portanto, que noventa e cinco por cento dos nódulos tireoidianos são lesões benignas.
Embora os sintomas não sejam comuns, um nódulo grande pode, às vezes  causar dor, rouquidão ou atrapalhar a engolir ou respirar.
Alguns exames que podem indicar alterações na tireoide T3, T4, TSH. ultrassonografia e biopsia. 

Paratireoides 

Paratireoides são quatro pequenas glândulas endócrinas, localizam-se mais comumente na face posterior da tireoide, nos polos superiores e inferiores da glândula. Essas glândulas cumprem uma importante função, uma vez que produzem o paratormônio (PTH), que regula os níveis de cálcio e fósforo no organismo, dentro de valores que permitam o bom funcionamento dos sistemas muscular e nervoso.
A diminuição desse hormônio reduz a quantidade de cálcio no sangue e faz com que os músculos se contraiam violentamente. Esse sintoma é chamado de tetania, pois é semelhante ao que ocorre em pessoas com tétano. Por sua vez, o aumento da produção desse hormônio, transfere parte do cálcio para o sangue, de modo que enfraquece os ossos, tornando-os quebradiços.

Timo está situado entre os pulmões. Essa glândula atua no sistema imunológico e desempenha o papel de promover a maturação da célula de defesa linfócito T. O correto funcionamento do timo é fundamental para a efetividade da resposta imunológica do organismo.
Essa glândula cresce até a adolescência, depois dessa etapa começa a atrofiar de tamanho, mas continua desempenhando sua função de proteção do organismo, produzindo anticorpos. 


Suprarrenais


Suprarrenais também conhecidas como Adrenais, são glândulas componentes do sistema endócrino. Elas estão localizadas acima de cada rim e na parte mais anterior. Cada uma delas possui cerca de 5 cm de diâmetro, sendo dividida em duas partes principais: uma camada externa, conhecida como córtex, e uma parte central, chamada medula.
A medula suprarrenal é responsável pela produção de adrenalina e noradrenalina. Os dois hormônios são importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo, diante de condições de estresse, tais como emoções fortes, infecções, doenças graves, entre outros.
Adrenalina é um hormônio que aumenta o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea, em resposta ao estresse ou ansiedade. O fluxo sanguíneo para os músculos aumenta, a pele empalidece, as pupilas dos olhos dilatam e o fígado libera glicose no sangue. Estas alterações preparam o corpo para ação imediata.
A adrenalina é muito utilizada como um medicamento para estimular o coração nos casos de parada cardíaca, para prevenir hemorragias e para dilatar bronquíolos dos pulmões quando ocorre ataque de asma agudo.
Noradrenalina é um hormônio que acelera os batimentos cardíacos e mantém a tonicidade muscular nos vasos sanguíneos, controlando a pressão sanguínea.
O córtex suprarrenal é responsável por sintetizar hormônios importantes no processo metabólico, como aldosterona e o cortisol.
Cortisol estimula a formação de carboidratos a partir de proteínas e outras substâncias, processo chamado de gliconeogênese. Esse hormônio também diminui a utilização de glicose pelas células, aumenta o armazenamento de glicogênio pelo fígado, mobiliza ácidos graxos que serão úteis na produção de glicose e impede o desenvolvimento de inflamações.
Aldosterona auxilia na retenção de sódio, agindo no equilíbrio dos líquidos. Glândulas salivares e sudoríparas sofrem a influencia desse hormônio na retenção de sódio, enquanto que ele também interfere na absorção de sódio pelo intestino. Aumenta a reabsorção de potássio.

Doenças da glândula suprarrenal

Doença de Addison, também conhecida como insuficiência suprarrenal crônica ou hipocortisolismo, é uma rara doença endocrinológica. Ela progride lentamente e os sintomas podem ser discretos ou ausentes até que ocorra uma situação de estresse. Os sintomas mais comuns são: fadiga crônica, com piora progressiva, fraqueza muscular, perda de apetite, perda de peso, náuseas e vômitos, diarreia, hipotensão, que piora ao se levantar, áreas de hiperpigmentação (pele escurecida), irritabilidade, depressão, vontade de ingerir sal e alimentos salgados e hipoglicemia (esse sintoma mais frequente em crianças).

Síndrome de Cushing é uma doença endócrina, causada por níveis elevados de cortisol no sangue. Os principais sintomas são o aumento de peso, com gordura se depositando no tronco e no pescoço. Ocorre, também, afilamento dos braços e das pernas com diminuição da musculatura e, consequentemente, fraqueza muscular, que se manifesta principalmente quando o paciente caminha ou sobe escadas. A pele vai se tornando fina e frágil, fazendo com que surjam hematomas sem o paciente notar que bateu ou contundiu o local. Sintomas gerais como fraqueza, cansaço fácil, nervosismo, insônia e labilidade emocional também podem ocorrer.

Feocromocitomas são tumores, geralmente benignos, formados por células produtoras de catecolaminas. Costumam se originar da medula da suprarrenal, mas podem se localizar nos gânglios ao lado da coluna vertebral. O quadro clínico mais típico são as chamadas crises adrenérgicas: episódios de palpitação (aceleração do coração), elevações de pressão arterial, dor de cabeça e sudorese. 


Pâncreas 


O pâncreas é uma glândula com tamanho entre 15 a 25 cm, está localizado no abdômen, em uma região atrás do estomago, entre o duodeno e o baço. Pesa cerca de 100 gramas e apresenta três regiões principais: a cabeça, o corpo e a cauda. É responsável pela produção de hormônios e enzimas digestivas. Por apresentar dupla função, essa estrutura pode ser considerada, um exemplo de glândula mista, ou seja, apresenta funções exócrinas e endócrinas. Sua função exócrina relaciona-se com a produção de suco pancreático e a endócrina corresponde à sua capacidade de produzir insulina e glucagon, dois hormônios que garantem níveis adequados de açúcar no sangue.
Esses hormônios são produzidos nas ilhotas de Langerhans, um grupo de células que possuem forma esférica.
O pâncreas pode ser atingido por varias doenças, tais como a pancreatite, câncer e insuficiência pancreática. Outras condições relacionadas a disfunções no pâncreas são, por exemplo, a fibrose cística e a diabete.

Pancreatite é uma inflamação do pâncreas, sendo provocada quando há a ativação das enzimas pancreáticas dentro do próprio pâncreas e não no duodeno. Com isto as enzimas passam a “digerir” a glândula, causando dores e outros sintomas. A pancreatite pode ser do tipo aguda ou crônica.
Pancreatite aguda é a inflamação repentina do pâncreas e que geralmente dura poucos dias, no entanto exige cuidados médicos e internamento na maior parte dos casos. Ela ocorre quando as enzimas digestivas produzidas no pâncreas são ativadas no interior do órgão, causando danos.
Alguns fatores são considerados de risco por especialistas para o desenvolvimento de pancreatite aguda. Estes são: histórico familiar da doença, tabagismo, alcoolismo e o uso de alguns medicamentos.
Os sinais de pancreatite podem variar de pessoa para pessoa, mas o sintoma mais comum desta forma de doença é a dor progressiva na parte superior do abdômen, que torna-se constante e piora com o passar dos dias. A dor causada pela forma aguda da pancreatite também pode apresentar outros sintomas.
Já a pancreatite crônica é caracterizada por uma dor constante no abdômen, podendo ou não haver aumento de enzimas pancreáticas no sangue. A pancreatite crônica leva à degeneração dos tecidos pancreáticos e pode provocar insuficiência pancreática, infecção bacteriana ou diabetes do tipo II, por exemplo. Alcoolismo e obstrução no ducto são também as mais frequentes causas da pancreatite crônica.

O câncer de pâncreas é caracterizado pela multiplicação desordenada de determinadas células. As células saudáveis têm um tempo de vida e morrem quando o organismo não mais necessita delas, no entanto, as cancerígenas continuam se multiplicando podendo afetar inclusive outros órgãos e tecidos. A multiplicação das células cancerígenas pode ser bastante agressiva e descontrolada, o que leva à formação dos tumores característicos da condição.
No caso do câncer de pâncreas, fatores de risco como a idade, hábito de fumar e exposição a substâncias industriais devem ser levados em conta. Além disto, o câncer de pâncreas é mais frequente no sexo masculino. O diagnóstico precoce é tanto quanto complicado, visto que, no início, a condição não gera sintomas aparentes. Ou ainda, quando estes estão presentes, são sintomas inespecíficos como náuseas, perda de apetite e dores abdominais. Consultar um médico com frequência e realizar exames de rotina são medidas fundamentais para a prevenção deste e de outros tipos de câncer.

Insuficiência pancreática é caracterizada pela insuficiência do pâncreas em produzir e secretar devidamente as enzimas para digestão e absorção de alimentos.

Diabete é uma doença caracterizada pelo excesso de glicose no sangue (hiperglicemia). Ela se manifesta quando o corpo não produz a quantidade essencial de insulina para que o açúcar do corpo se mantenha normal.
Fatores genéticos transcricionais, bem como fatores ambientais relacionados ao estilo de vida das pessoas (obesidade, sedentarismo e infecções), provocam distúrbios na síntese desses hormônios, comprometem o organismo causando Diabetes Mellitus tipo I ou tipo II, desregulando a taxa de glicose no sangue.
No diabetes tipo I, o pâncreas não consegue produzir insulina, o que faz com que o nível de glicose no sangue fique alto, um quadro denominado de hiperglicemia. A pouca produção do hormônio ocorre em razão do ataque do sistema imunológico às células beta, um grupo de células das ilhotas de Langerhans responsáveis de produzir insulina.
No diabetes do tipo II existe uma combinação de dois fatores – a diminuição da secreção de insulina e um defeito na sua ação, conhecido como resistência à insulina. Geralmente, o diabetes tipo 2 pode ser tratado com medicamentos orais ou injetáveis, contudo, com o passar do tempo, pode ocorrer o agravamento da doença. Este tipo de diabetes ocorre em cerca de 90% dos pacientes.
O tratamento desta doença requer muito cuidado, deve-se controlar o açúcar no sangue principalmente. É necessário muitos exercícios e também dietas de acordo com o tipo e também com o paciente. Em geral os diabéticos não devem comer com muita frequência alimentos doces. As pessoas com diabetes muitas vezes têm o colesterol alto, porém para baixá-lo também é necessário controlar o açúcar. Alguns medicamentos também são usados, como a insulina e também hipoglicemiantes orais.

As glândulas sexuais são os ovários e os testículos, que fazem parte do sistema reprodutor feminino e do sistema reprodutor masculino respectivamente.
Os ovários e os testículos são estimulados por hormônios produzidos pela hipófise. Assim, enquanto os ovários produzem o estrogênio e a progesterona, os testículos produzem diversos hormônios, entre eles a testosterona, responsável pelo aparecimento das características sexuais secundárias masculinas: barba, voz grave, ombros volumosos, etc.

Links de pesquisa                 

21 de junho de 2017

Aquecimento global

       A proposta a seguir é de um seminário a respeito dos principais fatores que influenciam as alterações climáticas, que vêm ocorrendo ao longo dos anos em diversas regiões do planeta.

            Essa atividade será realizada em grupos de cinco a seis alunos e deverá contar com a orientação do professor para pesquisa, a seleção de textos, a elaboração e apresentação do seminário.


          O professor selecionará os temas relacionados às alterações climáticas e distribuirá para as equipes. Para elaboração do trabalho ele deverá sugerir a bibliografia e alguns sites que podem ser consultados, assim como discutir os conteúdos relevantes do tema.

Distribuição dos temas referentes as alterações climáticas.


Avaliação

Será através de relatórios individuais dos principais conteúdos de cada tema apresentado. 

Fonte 

Série Professor em Ação 

Mapa dos desequilíbrios ambientais


10 de junho de 2017

Oficinas

As oficinas abaixo, cujo tema era sustentabilidade, foram realizadas no dia 31 de maio de 2017 no Centro Comunitário do Satélite – Natal RN. A 1ª oficina foi ministrada por Silvana e a 2ª por Márcia.

IDEMA – INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E MEIO AMBIENTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

OFICINA DE FABRICAÇÃO DE SABÃO ARTESANAL COM ÓLEO DE FRITURA

INSTRUTORA – ANA MARIA DE CARVALHO – TÉCNICA / IDEMA / SPEA

SABÃO EM BARRA (LAVAR ROUPA)

OBS. USAR UTENSÍLIOS PLÁSTICOS

CUIDADO NO MANUSEIO:

Usar luvas, máscara, colher de plástico grande, local ventilado, não inspirar a fumaça liberada, pois ela é tóxica.

Material usado:

350 g de soda cáustica;
750 ml de água quente (reservar 50 ml para dissolver as 04 colheres de sabão em pó)
02 litros de óleo de fritura;
04 colheres de sabão em pó;
20 ml de essência (opcional);
100 ml de amaciante.

Método de fazer

Em uma vasilha de plástico coloca-se a soda cáustica e em seguida 700 ml de água quente, adicionar o óleo aos poucos e mexer bem, adicionar a essência, o amaciante e mexer por 10 a 20 minutos até dar o ponto. Por fim colocar em formas e esperar endurecer aproximadamente por 02 a 04 dias, depois enrolar em papel jornal e esperar duas semanas para usar.

SABÃO EM BARRA (LAVAR PRATO)

350 g de soda cáustica;
750 ml de água quente não fervente;
02 litros de óleo de fritura;
100 ml de detergente.
Dissolver a soda cáustica em água quente, colocar o óleo já devidamente coado e mexer até dar o ponto por 10 a 20 minutos. Colocar em formas e esperar endurecer (aproximadamente 02 a 04 dias) e esperar duas semanas para usar.



A 2ª oficina foi sobre reaproveitamento de caixas, ministrada por Márcia.






Reciclagem

A partir da década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis  aumentou significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países desenvolvidos.

Muitas campanhas educativas têm despertado a atenção para o problema do lixo nas grandes cidades. Cada vez mais, os centros urbanos, com grande crescimento populacional, têm encontrado dificuldades em conseguir locais para instalarem depósitos de lixo. Portanto, a reciclagem apresenta-se como uma solução viável economicamente, além de ser ambientalmente correta. Nas escolas, muitos alunos são orientados pelos professores a separarem o lixo em suas residências. Outro dado interessante é que já é comum nos grandes condomínios a reciclagem do lixo.

Reciclar significa transformar objetos materiais usados em novos produtos para o consumo. Esta necessidade  foi despertada pelos seres humanos, a partir do momento em que se verificaram os benefícios que este procedimento trás para o planeta Terra.

O processo de reciclagem além de preservar o meio ambiente, também gera riquezas e contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas indústrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção. Outro benefício da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado nas grandes cidades. Muitos desempregados estão buscando trabalho neste setor e conseguindo renda para manterem suas famílias.

Ações práticas para reciclar:

Separar em casa o lixo orgânico do lixo reciclável e encaminhar para pessoas que trabalham com reciclagem ou empresas recicladoras.

Reduzir significa comprar bens e serviços de acordo com nossas necessidades para evitar desperdícios. O consumo consciente é importante não só para o bom funcionamento das finanças domésticas como também para o Meio Ambiente.

Ações práticas para reduzir:

Uso racional da água
Economia de energia
Economia de combustíveis

Reutilizar Reutilizando, geramos uma boa economia doméstica, além de estarmos colaborando para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ao jogarmos algo no lixo, estamos também desperdiçando a energia que foi usada na fabricação, o combustível usado no transporte e a matéria prima empregada. Sem contar que, se este objeto não for descartado de forma correta, ele poderá poluir o meio ambiente. 

Ações práticas para reutilizar:

Uma roupa rasgada pode ser costurada ou ser transformada em outra peça
Computadores, impressoras e monitores podem ser doados para entidades sociais que vão utilizá-los com pessoas carentes.
Potes e garrafas de plástico podem ser transformados em vasos de plantas etc.
Folhas de papel com impressão em apenas um lado podem ser transformadas em papel de rascunho.
Um móvel quebrado pode ser consertado ou doado.
A água usada para lavar roupa pode ser reutilizada para lavar o quintal.
Com criatividade e embalagens, palitos e potes de plástico, é possível criar vários brinquedos interessantes.

Sustentabilidade


5 de junho de 2017

Sustentabilidade nas escolas

Num mundo em que os recursos naturais estão cada vez mais escassos e o meio ambiente sofre processos de degradação, a sustentabilidade nas escolas é de extrema importância. Os alunos (crianças e adolescentes) de hoje serão os responsáveis pelas ações econômicas, políticas e administrativas do futuro. Logo, é importante que estes conheçam a importância de preservar o meio ambiente e de usar os recursos naturais de forma racional.

Não podemos deixar de destacar a ação educadora dos professores neste processo. É de fundamental importância que estes não atuem como meros transmissores de conteúdos sobre a sustentabilidade. Devem acreditar e praticar, motivar e se envolver nos projetos e ações para que os bons resultados sejam colhidos.

Além de conhecimentos teóricos nesta área, a escola deve trabalhar também com ações sustentáveis práticas, que criem hábitos e responsabilidades nos alunos para ações atuais e futuras. Vale ressaltar também, que a escola deve trabalhar para que a consciência sustentável formada nos alunos possa chegar até as famílias e outros grupos sociais e ambientais frequentados por estes estudantes.

Pequenas coisas podem fazer toda diferença

As nossas atitudes podem ser pequenas, mas, se todas as pessoas tomarem atitudes similares, essas terão grande impacto na nossa qualidade de vida nos próximos anos. Por isso, ensinar as crianças desde essa época a serem sustentáveis  é fundamental para torná-las indivíduos conscientes e preocupados com os problemas ambientais. Promover sustentabilidade na escola é uma tarefa dos pais e educadores, que com atitudes simples cultivam essa consciência nos pequenos.

Ações sustentáveis na escola

Criação de sistema de reciclagem do lixo.
Desenvolvimento de projetos voltados para a reutilização de materiais recicláveis (enfeites, papel reciclável, utensílios domésticos e etc.).
Criação, no espaço escolar, de uma horta orgânica, mantida pelos próprios alunos. Os vegetais colhidos podem ser utilizados na elaboração de lanches e merendas para os alunos ou, até mesmo, doados para instituições sociais e famílias carentes.
Desenvolvimento de programas voltados para o plantio de árvores nas escolas ou na comunidade.
Ações voltadas para o uso racional de água e energia elétrica, evitando ao máximo o desperdício.
Colocação, num espaço da escola, de recipientes destinados ao descarte de pilhas e baterias usadas. Estas deverão ser entregues para empresas que fazem o descarte adequado.
Projeção, para os alunos, de filmes e documentários que mostrem os impactos ambientais provocados por ações humanas. Esta ação destina-se a informação e tomada de consciência por parte dos alunos.
  
Sites de pesquisa

http://www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/entenda-os-tres-pilares-da-sustentabilidadee
http://brasilescola.uol.com.br/geografia/desenvolvimento-sustentavel.htm

Sustentabilidade

Etimologicamente, a palavra sustentável tem origem no latim “sustentare”, que significa sustentar, apoiar e conservar. O conceito de sustentabilidade está normalmente relacionado com uma mentalidade, atitude ou estratégia que é ecologicamente correta e viável no âmbito econômico, socialmente justo e com uma diversificação cultural.

A confusão de conceitos

Durante muito tempo se acreditou, erroneamente, que sustentabilidade estaria diretamente relacionada ao meio ambiente. Seguindo esse princípio, as empresas começaram a fomentar projetos de preservação da flora e da fauna, reflorestamento, de proteção a espécies ameaçadas de extinção, dentre outras ações pontuais que, por mais que sejam válidas, não representam, em si, o conceito mais amplo do desenvolvimento sustentável.

Na verdade a sustentabilidade abrange um conceito mais ampliado, que insere também a figura do homem e, consequentemente, sua preservação. Para isso, surgiu o conceito de sustentabilidade social, que se preocupa em promover ações para o resgate da cidadania da pessoa humana, garantindo seus direitos universais: saúde, educação, moradia, trabalho etc. para um processo sustentável, o bem - estar do homem é objetivamente necessário, pois ele é o principal responsável por implementar as demais ações de sustentabilidade que garantirão o futuro para sua e para as novas gerações.

O desenvolvimento sustentável é um caminho trilhado diariamente, com respeito mútuo e consciência de que todas as empresas, comunidades, pessoas e demais seres são partes integrantes de um único ecossistema. Assim, para que haja equilíbrio, é necessário que cada parte leve em consideração o todo, entendendo que é só uma pequena de um universo infinitamente maior, mas que pode ser afetado por suas ações.
Vale sustentar que a sustentabilidade precisa de planejamento, acompanhamento e avaliação de resultados, pois seus três pilares devem estar alinhados com os objetivos da empresa, não podendo ser definidos com base em ações pontuais ou simplesmente compensatórias.

Os três pilares

Atualmente, essa ideia é dividida em três principais pilares: social, econômico e ambiental. Para se desenvolver de forma sustentável, uma empresa deve atuar de forma que esses três pilares coexistam e interajam entre si de forma plenamente harmoniosa.

Social: trata-se de todo capital humano que está, direta ou indiretamente, relacionado às atividades desenvolvidas por uma empresa. Isso inclui, além de seus funcionários, seu público alvo, seus fornecedores, a comunidade a seu entorno e a sociedade em geral.

Econômico: para que uma empresa seja economicamente sustentável, ela deve ser capaz de produzir, distribuir e oferecer seus produtos ou serviços de forma que estabeleça uma relação de competitividade justa em relação aos demais concorrentes do mercado. Além disso, seu desenvolvimento econômico não deve existir à custa de um desequilíbrio nos ecossistemas a seu redor. Se uma empresa lucra explorando as más condições de trabalho dos funcionários ou a degradação do meio ambiente da área à sua volta, por exemplo, ela definitivamente não está tendo um desenvolvimento econômico sustentável, já que não existe harmonia nas relações estabelecidas.

Ambiental: por fim, o desenvolvimento sustentável ambientalmente correto se refere a todas as condutas que possuam, direta ou indiretamente, algum impacto no meio ambiente, seja a curto, médio ou longo prazo. É comum vermos empresas adotando medidas mitigatórias, como, por exemplo, promover ações de plantio de árvores após a emissão de gases poluidores, como se uma coisa compensasse a outra.
O desenvolvimento sustentável busca minimizar ao máximo os impactos ambientais causados pela poluição industrial. Caso não seja esse o objetivo, provavelmente estaremos falando muito mais de estratégias de marketing do que de sustentabilidade de fato.

Os benefícios da prática sustentável

Nos dias de hoje, muitas são as empresas e demais instituições que já notaram a responsabilidade que tem em mãos quando o assunto é sustentabilidade. Por conta disso, é necessário atentar para conscientização das empresas, que devem apostar na reciclagem de resíduos, a diminuição de lixo, o reaproveitamento de recursos naturais como é o caso da própria água, a economia de energia e diversas outras ações.
Além disso, as atitudes pessoais devem ser valorizadas, já que qualquer um pode fazer a sua parte, atuando na preservação dos recursos naturais, realizando a coleta de lixo, economizando energia, água e outros.

Medidas sustentáveis

Dentre as medidas que podem ser adotadas tanto pelos governos quanto pela sociedade civil em geral para construção de um mundo pautado na sustentabilidade, podemos citar:

Redução ou eliminação do desmatamento e reflorestamento de áreas naturais devastadas;
Preservação das áreas de proteção ambiental;;
Fiscalização por parte do governo e da população, de atos de degradação do meio ambiente;
Contenção na produção de lixo e destinação correta do mesmo para diminuição de seus impactos;
Diminuição da incidência de queimadas;
Diminuição da emissão de poluentes na atmosfera, tanto pelas chaminés das indústrias quanto pelos escapamentos de veículos e outros;;
Opção por fontes limpas de produção de energia que não gerem impactos ambientais em larga e média escala;
Adoção de formas de conscientizar o meio político e social das medidas acima apresentadas;
Adoção da política dos 3Rs (reduzir, reutilizar e reciclar).

Essas medidas são, portanto, formas viáveis e práticas de se construir uma sociedade sustentável que não comprometa o meio natural tanto na atualidade quanto para o futuro a médio e longo prazo.