6 de janeiro de 2014

Os Rins

Os rins que têm cor vermelho-escura, medem cerca de 12 cm em uma pessoa adulta. Localizam-se na parte posterior do abdome um de cada lado da coluna, onde estão protegidos pelas ultimas costelas.
Em cada rim existem milhões de glomérulos que são os verdadeiros filtros do sangue. Quando o sangue passa através desses pequenos vasos o excesso de líquidos e sais é eliminado e inicia-se a formação de urina que será eliminada para o ureter e então para a bexiga e uretra. Fica mantido assim, o balanço adequado de líquidos no organismo evitando-se o inchaço.
Aproximadamente dois mil litros de sangue passam pelos rins todos os dias, sendo produzidos ao final 1,2 litros de urina por dia. Se os nossos rins tiverem sua função preservada, quanto mais liquido tomarmos, mais urina será produzida.

Os rins produzem também vários hormônios, incluindo aqueles que:
·         Ajudam a regular a pressão arterial (renina)
·         Estimulam a produção de glóbulos vermelhos (eritropoetina)
·         Controlam o metabolismo ósseo (calcitriol)

O fato de os rins falharem, ou seja, não funcionarem adequadamente é chamado pelos médicos de insuficiência renal.

A insuficiência renal terminal (crônica) e suas causas:


As doenças mais comuns que lesam as diferentes estruturas dos rins são as glomerulonefrite, o diabetes, a hipertensão arterial (pressão alta) e as infecções urinárias repetidas, que ocorrem quando há dificuldades de escoamento da urina, presença de cálculos ou cistos renais. Algumas doenças levam anos ou até mesmo décadas para que seu dano se torne aparente.
Quanto mais essas doenças progridem ou se agravam, maiores danos levam aos rins, perturbando suas funções, determinando então, a insuficiência renal.

O que se pode fazer para evitar a insuficiência renal

O melhor modo de se evitar ou retardar a progressão da insuficiência renal é controlar a doença de base, seguindo as recomendações de seu médico quanto ao uso adequado das medicações para o controle das doenças e as orientações alimentares que lhe forem recomendadas. Não deixe também de comparecer a todas as consultas médicas programadas e realizar os exames solicitados.

A insuficiência renal, seus sintomas

Uremia

ureia é uma substância que provém dos alimentos que contém proteínas como, por exemplo, os alimentos de origem animal (carne, ovos), e que devem ser quase totalmente eliminada do organismo através da urina. Quando os rins estão com a sua função de filtração prejudicada, a uréia fica acumulada no sangue, provocando alterações em vários órgãos, estabelecendo a uremia.
Seu médico, juntamente com uma nutricionista pode orientá-lo quanto à melhor dieta que você deve seguir para que a produção de uréia diminua, mas tudo depende do ritmo de progressão da insuficiência renal.

Alterações digestivas

Náuseas e vômitos, ou mau hálito com discreto odor de urina é um dos primeiros sintomas da uremia. Outras alterações importantes são a gastrite, as úlceras e as hemorragias digestivas, que se manifestam por dor na região do estômago ou ainda vômitos ou fezes com sangue vivo ou escurecido.

Alterações cardiovasculares

A perda progressiva das funções renais provoca hipertensão arterial ou seu agravamento. O aumento da pressão é percebido como dor de cabeça, dificuldade visual, cansaço, falta de ar e ainda aumenta o risco de infarto e acidentes vasculares.

Alterações neurológicas

O acúmulo de substâncias tóxicas pode ser sentido como dores de cabeça, insônia ou sonolência excessiva, diminuição da sensibilidade, dores ou formigamento nas mãos e nos pés e cãibras.

Alterações na pele

O prurido (sensação de coceira) é um sintoma bastante comum que se intensifica com a perda progressiva da função renal. Junto podem aparecer manchas arroxeadas e as feridas decorrentes do próprio ato de coçar a pele. Pode ser observada também uma progressiva mudança da coloração normal da pele que se torna cor de palha, em decorrência do acumulo de toxinas associado à anemia que comumente está presente

Alterações ósseas

Os rins têm um papel fundamental no metabolismo dos ossos, pois ativam a vitamina D que é a responsável pela absorção do cálcio presente nos alimentos que comemos e que deve ser incorporado aos ossos para mantê-los íntegros e fortes.
Os rins são também responsáveis pela eliminação do excesso de fósforo. O ideal é o equilíbrio das quantidades de cálcio e fósforo no sangue. Porém, com a perda da função renal, a absorção do cálcio nos intestinos é reduzida, diminuindo seu teor no sangue. Ocorre também menor eliminação de fósforo, o que faz com que esse elemento aumente no sangue, havendo um desequilíbrio que resulta na fraqueza dos ossos manifestada por dores e fraturas.

Alterações sanguíneas

Os rins produzem um hormônio, a eritropoetina, que estimula a produção e o amadurecimento das células vermelhas do nosso sangue chamadas de hemácias e a incorporação do ferro dentro das hemácias.
A anemia é conseqüência da falta do estimulo para a produção das hemácias, isto é da falta da eritropoetina. Se há menor número de hemácias ou se elas contêm menos ferro que o necessário, fica comprometida a principal função dessas células, o transporte de oxigênio que respiramos para as células de todo corpo e ainda o transporte de volta de gás carbônico que é produzido pelas células e que deve ser expelido para fora do corpo, através do ar que sai pelos pulmões.
A menor ingestão de ferro em razão das dietas restritas em carnes e verduras, e ainda os sangramentos digestivos e a menor absorção de ferro pela própria condição de uremia faz com que a anemia se acentue.
A fraqueza, o cansaço, as palpitações e a dor no peito podem acontecer principalmente, nas situações em que se exige mais do organismo, como por exemplo, durante os esforços físicos (caminhada, relação sexual, etc.), mas dependem da intensidade da anemia.

Outras alterações importantes

A diminuição da atividade sexual pode ocorrer em razão das alterações hormonais que acompanham a falência renal. É importante que você compreenda que isso faz parte da própria doença e o diálogo com o (a) parceiro (a) traz soluções, alternativas e melhor compreensão de seus problemas.
Uma alteração que também acontece é a da coagulação. Isto significa que são mais comuns os hematomas (manchas roxas) em conseqüência de traumas e sangramentos mais importantes quando há ferimentos ou cortes. Portanto tome cuidado especial, evitando assim, se expor a situações de perigo. É natural a diminuição progressiva da quantidade de urina eliminada por dia, o que se deve pela redução da capacidade de filtração dos rins. A conseqüência imediata é que todo o liquido tomado seja em forma de água, refrigerantes, sucos, sopas ou ainda provenientes de frutas, converta-se em liquido acumulado nos tecidos, ou seja, em inchaço (edema), ao invés de converter-se em urina. Portanto, você deve obedecer aos limites de ingestão diária de líquidos recomendados pelo seu médico para que os inchaços não apareçam.

Restrições 


A população de doentes renais crônicos no Brasil é estimada em dez milhões de pessoas, sendo que diabete e hipertensão são as principais causas de insuficiência nos rins. Quem sofre do mal precisa restringir o consumo de substâncias como fósforo, potássio e sal, que não são apropriadamente eliminados do organismo e acabam acumulando no sangue.
Em geral, o potássio deve ser consumido com moderação por causar cãibra e fraqueza nos músculos, inclusive no coração, possibilitando uma parada cardíaca. O fósforo provoca doença óssea, pela subtração de cálcio dos ossos, e calcificação dos tecidos moles, como vasos sanguíneos, coração e pulmões. E o sódio deve ser evitado por reter líquido, chegando em casos graves a provocar hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e edema pulmonar.

Dica - Para diminuir a ingestão de potássio, a dica é cozinhar em água frutas, verduras e legumes descascados. O cozimento reduz 60% da substância presente nesses alimentos. Para não exagerar no sódio, é preciso maneirar no sal e sempre ler a embalagem dos produtos, onde figuram as informações nutricionais dos alimentos. No caso do fósforo, o segredo é não exagerar no consumo de peixes e frutos do mar.

Alguns doentes também precisam controlar a ingestão de líquido. Já a carambola, fruta dotada de uma substância tóxica ainda não identificada pelos cientistas, é um ingrediente que deve ser totalmente riscado do cardápio. A fruta pode causar de soluços a morte.


A hemodiálise é um procedimento que filtra o sangue. Através da hemodiálise são retiradas do sangue substâncias que quando em excesso trazem prejuízos ao corpo, como a ureia, potássio, sódio e água.
Atualmente, tem havido um grande progresso em relação à segurança e a eficácia das máquinas de diálise, tornando o tratamento bastante seguro. Existem alarmes que indicam qualquer alteração que ocorra no sistema (detectores de bolhas, alteração de temperatura e do fluxo do sangue, etc.)
Em geral, a hemodiálise é feita três vezes por semana, com duração de quatro horas. Pode existir variações neste tempo de acordo com o tamanho e a idade do paciente. Crianças e adultos de grande porte podem necessitar de um tempo maior.

Alguns problemas que podem surgir durante a hemodiálise

É bastante comum sentir cãibras musculares e queda rápida da pressão arterial (hipotensão) durante a sessão de hemodiálise. Estes problemas acontecem, principalmente, em conseqüência das mudanças rápidas no equilíbrio dos líquidos e do sódio. A hipotensão pode fazer com que você sinta fraqueza, tonturas, enjoos ou mesmo vômitos. O início do tratamento dialítico pode ser um pouco mais difícil, pois, nesta fase, o corpo está adaptando-se a uma nova forma de tratamento. Você poderá evitar muitas complicações se seguir a dieta recomendada, tomar poucos líquidos e tomar seus remédios nos horários corretos.
A diálise isoladamente não oferece a reposição de hormônios, motivo pelo qual os pacientes freqüentemente precisam tomar injeção com eritropoetina e comprimidos ou injeções com calcitriol.
O transplante renal se tiver sucesso restabelece estas funções para seu organismo que daí em diante não precisará mais de diálise, nem de eritropoetina, nem de calcitriol.

Fonte da pesquisa
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?700#ixzz2oh3dMwCC