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2 de julho de 2025

Minimalismo emocional

Minimalismo emocional é a prática de identificar e eliminar emoções, pensamentos e relações tóxicas que não contribuem para o nosso bem-estar, promovendo uma vida mais leve e intencional. É como aplicar o minimalismo material à nossa mente e coração, para focar no que realmente importa e reduzir o “excesso” emocional.

Benefícios

Clareza mental e redução do estresse - menos bagagem emocional gera mais foco e menos ansiedade.

Melhor saúde mental - pessoas que adotam esse estilo relatam menos sintomas de depressão e maior bem-estar.

Relações mais saudáveis - essencial priorizar conexões autênticas e limitar relações superficiais ou tóxicas.

Produtividade maior - ao reduzir distrações internas, é possível ter mais energia e foco no que importa.

Paz interior e resiliência emocional - menos reatividade a estímulos externos, mais capacidade de lidar com dificuldades.

Como aplicar no dia a dia

Reconheça seus padrões - identifique emoções recorrentes como ansiedade ou preocupações inúteis. Um diário emocional pode ajudar.

Desapego de pensamentos negativos - questione se aquele pensamento é real ou apenas uma suposição – escreva, reflita e liberte-se dele.

Crie limites emocionais - aprenda a dizer “não” e reduzir compromissos ou contato com pessoas que drenam sua energia.

Desconecte-se digitalmente - pratique pausas de notícias e redes sociais para diminuir a sobrecarga emocional.

Mindfulness e respiração consciente - meditação diária, atenção plena, caminhada consciente e pausas de respiração ajudam a reduzir ansiedade.

Foco no presente e gratidão - valorize o que há de bom agora, sem apego ao passado ou excessiva preocupação com o futuro.

Valorize o essencial - priorize sentimentos, atividades e pessoas que trazem significado e alegria, deixando de lado o supérfluo.

Ferramentas úteis 

Diários emocionais: ajudam a identificar padrões mentais e sentimentos.

Apps de meditação: como Headspace, Calm ou Insight Timer.

Práticas de gratidão: escrever coisas pelas quais você é grato diariamente melhora o humor e reduz o estresse

Exemplo prático (FAQs respondidas)

Como desapegar de emoções negativas? Analise o que essas emoções significam, escreva como se fosse uma carta (que pode até rasgar), e perdoe – não por reprimir, mas para liberar espaço emocional.

Como dizer “não” sem culpa? Avalie se a pessoa ou compromisso trará algo positivo. Se não, recuse com gentileza, preservando sua energia emocional.

Conclusão

O minimalismo emocional é uma prática contínua que requer atenção diária, autoconsciência e escolhas intencionais. Não é sobre eliminar emoções, mas sobre:

  • Reduzir o que prejudica
  •  Fortalecer o que nutre
  • Viver com mais leveza, coerência e propósito.

Fonte:

Google e Chatgpt

24 de maio de 2025

Amor próprio

O amor próprio é a capacidade de reconhecer, valorizar e respeitar a si mesmo, considerando-se digno de cuidados, felicidade e realização. É um alicerce essencial para saúde mental, emocional e para a construção de relacionamentos saudáveis.

Importância do amor próprio

Cultivar o amor próprio traz benefícios profundos:

Aumento da autoestima: Fortalece a confiança em si mesmos e nas próprias habilidades.

Redução do estresse e ansiedade: A prática de autocompaixão e auto aceitação ajuda a atenuar a resposta ao estresse e promove uma maior regulação emocional.

Melhoria das relações interpessoais: Indivíduos que praticam o amor próprio tendem a ter relacionamentos mais saudáveis e satisfatórios.

Maior resiliência emocional: Permite lidar com as adversidades da vida de forma mais equilibrada e positiva.

Promoção de uma vida autêntica: Facilita a expressão genuína de sentimentos, desejos e limites.

Estratégias para cultivar o amor próprio no dia a dia

1. Pratique o autocuidado

Dedique tempo para cuidar de sua saúde física, mental e emocional. Atividades como exercícios físicos, alimentação equilibrada, meditação e descanso são fundamentais.

2. Estabeleça limites saudáveis.

Aprender a dizer “não” quando necessário e defina fronteiras que protejam seu bem estar. Isso demonstra respeito por si mesmo e preserva sua energia emocional.

3. Pratique a autocompaixão

Seja gentil consigo mesmo, especialmente nos momentos de falhas ou dificuldades. Trate-se com a mesma compreensão que ofereceria a um amigo querido.

4. Celebre suas conquistas

Reconheça e comemore suas vitórias, grandes ou pequenas. Isso reforça a percepção positiva de si mesmo e motiva a continuidade do crescimento pessoal.

5. Pratique a gratidão

Reserve momentos para refletir sobre as coisas pelas quais é grato. Essa prática ajuda a manter o foco no positivo e fortalece a autoestima.

6. Cultive relacionamentos positivos

Cerque-se de pessoas que te apoiam e valorizam. Evite relações tóxicas que possam prejudicar sua autoestima e bem-estar emocional.

7. Invista em autoconhecimento

Explore seus valores, crenças e desejos. O autoconhecimento permite decisões mais alinhadas com sua essência e fortalece a confiança em si mesmo.

Cultivar o amor próprio é um processo contínuo e pessoal. Incorporar essas práticas no cotidiano pode levar a uma vida mais equilibrada, autêntica e satisfatória.

Fonte: chatGPT

22 de maio de 2025

A criança ferida (Psicologia)

 

A "criança ferida" é um conceito amplamente discutido na psicologia, referindo-se às experiências emocionais e traumas que uma pessoa vivencia na infância e que podem impactar seu desenvolvimento emocional e psicológico ao longo da vida. Essa ideia sugere que as feridas emocionais da infância, muitas vezes resultantes de negligência, abuso, rejeição ou experiências traumáticas, podem deixar marcas profundas que influenciam o comportamento, as relações e a saúde mental na vida adulta.

 

Origem do Conceito


O termo "criança ferida" é frequentemente associado a teorias psicológicas que enfatizam a importância das experiências da infância na formação da personalidade e do bem-estar emocional. Psicólogos como John K. Pollard e Alice Miller exploraram como as experiências adversas na infância podem levar a padrões de comportamento disfuncionais e problemas emocionais na vida adulta. A ideia é que, quando as necessidades emocionais de uma criança não são atendidas, ela pode internalizar sentimentos de inadequação, insegurança e dor.


Características da Criança Ferida


A criança ferida pode manifestar-se de várias maneiras na vida adulta, incluindo:

1. Baixa Autoestima: Indivíduos que carregam a ferida da infância muitas vezes lutam com a autoimagem e a autoconfiança, sentindo-se inadequados ou não dignos de amor e respeito.

2. Dificuldades em Relacionamentos: A falta de modelos saudáveis de apego e amor na infância pode levar a dificuldades em estabelecer e manter relacionamentos saudáveis na vida adulta. Isso pode se manifestar como medo de intimidade, dependência emocional ou padrões de relacionamento tóxicos.


3. Comportamentos Autodestrutivos: A criança ferida pode se expressar através de comportamentos autodestrutivos, como abuso de substâncias, compulsões ou autoagressão, como uma forma de lidar com a dor emocional não resolvida.

4. Ansiedade e Depressão: Muitas pessoas que carregam feridas da infância podem experimentar altos níveis de ansiedade, depressão e outros transtornos emocionais, resultantes de traumas não tratados.


O Caminho para a Cura


A cura da criança ferida é um processo que envolve reconhecer e validar as experiências passadas, permitindo que a pessoa enfrente e processe suas emoções. Algumas abordagens terapêuticas que podem ser úteis incluem:

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento disfuncionais que se originam na infância.


Terapia de Reprocessamento e Dessensibilização por Movimento Ocular (EMDR): Uma abordagem eficaz para tratar traumas, permitindo que a pessoa processe memórias dolorosas.

Terapia de Grupo: Oferece um espaço seguro para compartilhar experiências e receber apoio de outros que passaram por situações semelhantes.


Terapia de Arte ou Expressão Criativa: Permite que a pessoa expresse suas emoções de maneira não verbal, facilitando a exploração de sentimentos profundos.


Conclusão


Reconhecer a existência da criança ferida dentro de nós é um passo crucial para a cura e o crescimento pessoal. Ao abordar e tratar essas feridas emocionais, é possível desenvolver uma maior compreensão de si mesmo, melhorar relacionamentos e promover um bem-estar emocional mais saudável. A jornada de cura pode ser desafiadora, mas é também uma oportunidade de transformação e autodescoberta, permitindo que a pessoa viva uma vida mais plena e autêntica.

 

10 de março de 2025

Informações complementares sobre as doenças emocionais

 As doenças emocionais somáticas geralmente não têm uma causa física identificável, enquanto as doenças podem ter uma base médica, mas são influenciadas por fatores emocionais.

Sintomas: ambos os tipos de doenças podem apresentar sintomas físicos, mas as psicossomáticas tendem a ter uma manifestação mais clara e diagnosticável.

Tratamento: o tratamento para ambas condições pode incluir terapia psicológica, técnicas de gerenciamento de estresse, medicação e intervenções físicas.

Exemplos de transtornos emocionai

Transtorno de Ansiedade – caracteriza-se por sentimentos intensos de ansiedade e medo.

Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) – preocupação excessiva com as diversas questões do dia a dia.

Transtorno de Pânico – ataques de pânicos recorrentes e inesperados acompanhados de medo intenso.

Fobia Social -  medo intenso de situações sociais e de julgamentos por outras pessoas.

Transtorno de Humor – esses transtornos afetam o estado emocional e podem levar a alterações significativas no humor.

Depressão Maior – sentimentos persistentes de tristeza, perda de interesse e falta de energia.

Transtorno Bipolar – alternância entre episódios de depressão e episódios de mania ou hipomania.

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) – presença de obsessões (pensamentos intrusivos) e compulsões (comportamentos repetitivos) que interferem na vida diária.

Transtorno de Estresse – esses transtornos estão relacionados a experiências traumáticas ou estressantes.

Transtorno de Estresse Pós Traumático (TEPT) – sintomas que ocorrem após a exposição a um evento traumático, como flashbacks e evitação de lembranças do trauma.

Transtorno de Estresse Agudo – sintomas semelhantes ao TEPT, mas que ocorrem logo após o evento traumático e duram menos de um mês.

Transtorno de Personalidade – esses transtornos envolvem padrões de pensamento e comportamento que se desviam das expectativas culturais.

Transtorno de Personagem Borderline – instabilidade nas relações interpessoais, autoimagem e emoções, além de comportamentos impulsivos.

Transtorno de Personalidade Antissocial – desrespeito e violação dos direitos dos outros, falta de empatia e remorso.

Transtorno Somatoformes – esses transtornos envolvem sintomas físicos que não têm uma explicação médica clara, mas que são influenciados por fatores emocionais.

Transtorno de Somatização – múltiplos sintomas físicos que não podem ser explicados por uma condição médica.

Transtorno de Dor – dor crônica que não pode ser totalmente explicada por uma condição médica, mas que é real e afeta a vida da pessoa.

Transtornos Alimentares – esses transtornos envolvem comportamentos alimentares prejudiciais e preocupações com o peso e a imagem corporal.

Anorexia Nervosa – restrição extrema da ingestão de alimentos e medo intenso de ganhar peso.

Bulimia Nervosa – episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos para evitar ganho de peso, como vômitos ou uso excessivo de laxantes.

Fonte: ChatGpt e Google

8 de março de 2025

Como o emocional pode afetar a saúde do corpo

 Para o corpo funcionar bem e permanecer saudável, as pessoas costumam dar bastante atenção à alimentação e à atividade física. Entretanto, existe um outro fator de igual importância que é a saúde emocional.

Quando descuidamos do nosso psicológico abrimos espaço para doenças como depressão, ansiedade, compulsões, entre outras enfermidades psíquicas, as quais podem progredir em sintomas físicos, como gastrites, enxaquecas e até mesmo bruxismo.

As doenças emocionais podem ser somáticas e psicossomáticas. Embora os termos sejam frequentemente usados de forma intercambiável, eles têm nuances distintas. Vamos explorar cada um deles:

As doenças emocionais somáticas são condições em que a experiência emocional se manifesta através de sintomas físicos. Isso significa que emoções intensas, como estresse, ansiedade ou depressão, podem resultar em sintomas físicos, mesmo que não haja uma causa médica identificável. Exemplos incluem:

Dor Crônica: Muitas pessoas com dor crônica, como dor nas costas ou dor de cabeça, podem ter uma ligação com estresse emocional ou trauma.
Fadiga
: A fadiga persistente pode ser exacerbada por fatores emocionais, como ansiedade ou depressão.

Distúrbios Gastrointestinais: Condições como síndrome do intestino irritável (SII) podem ser influenciadas por estresse e emoções.

As doenças psicossomáticas são condições em que fatores psicológicos desempenham um papel significativo no desenvolvimento ou agravamento de doenças físicas. Nesses casos, os sintomas físicos são reais e podem ser diagnosticados, mas estão fortemente relacionados a fatores emocionais ou psicológicos. Exemplos incluem:

Hipertensão: O estresse emocional pode contribuir para o aumento da pressão arterial.

Asma: Fatores emocionais, como estresse e ansiedade, podem desencadear ou agravar crises asmáticas.

Dermatite: Condições de pele, como eczema ou psoríase, podem ser exacerbadas por estresse emocional. 

Com as emoções descontroladas, o paciente pode desenvolver doenças físicas, que serão citadas mais abaixo, e também alguns sintomas podem ser observados em diversas partes do corpo.

Sintomas de doenças psicossomáticas:

Insônia, falta de ar, irritabilidade, formigamento, dores generalizadas, falta de concentração, tremores nas extremidades, cansaço sem causa aparente, desinteresse por atividades rotineiras e manchas na pele (vermelhas ou roxas).

Entre outras características de doenças psicossomáticas também estão o esgotamento profissional, o negativismo e a auto cobrança.

Há vários fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de doenças psicossomáticas, como problemas financeiros, luto, traumas de infância e depressão crônica.

Por isso a importância de um acompanhamento profissional, para que você saiba controlar suas emoções, frustrações e sentimentos negativos.

Aqui estão as 5 doenças psicossomáticas mais comuns. 

1. Gastrite

As emoções não causam a gastrite em si, mas sentimentos como ansiedade, estresse e nervosismo estimulam a produção de ácido gástrico, deixando o estômago mais suscetível a doença.

Além disso, a doença pode se estender ao intestino e causar diarreia, síndrome do intestino irritável e prisão de ventre.

2. Enxaquecas

As desordens emocionais podem mexer com o nosso sistema nervoso, causando algumas reações, como alterações visuais, insônia, formigamento, e também, as enxaquecas e cefaleias.

Quando a dor de cabeça não está relacionada a nenhum tipo de doença, ela pode ser o resultado de um esgotamento mental. A enxaqueca é um dos sintomas mais comuns após uma crise emocional. Segundo um estudo, 45% dos casos de cefaleia crônica estão relacionados a gatilhos emocionais.

Alguns pacientes chegam a relatar que esse tipo de enxaqueca pode durar dias e noites e não melhoram com nenhum tipo de medicação.

3. Alterações cardiovasculares

Problemas cardíacos também podem estar relacionados aos altos níveis de estresse.

Fortes dores no peito, palpitações e elevação da pressão arterial são algumas das alterações cardiovasculares que podem acontecer.

A produção de hormônios gera adrenalina que acelera os batimentos cardíacos. Essa ação leva ao aumento de pressão que pode ocasionar um maior risco de infarto, AVC ou arritmia.

Além do mais, o estresse estimula a produção de glóbulos brancos. Apesar de ser um sistema de defesa, em excesso, pode prejudicar a circulação de sangue nas artérias.

4. Inflamação nas articulações

Algumas desordens emocionais podem ocasionar inflamações nas articulações, músculos e ossos, tal como rigidez articular, dores ósseas, contraturas e deformidades posturais.

Além disso, por causa do estresse, a pessoa pode sentir grandes tensões musculares e dores nas costas. Isso se deve pela liberação de hormônios, como cortisol, que aumenta a percepção da dor.

Durante esse processo ocorre uma redução da circulação sanguínea, fazendo com que chegue menos oxigênio e nutrientes aos tecidos. O que resulta na dor e até mesmo em sensação de fadiga.

Inclusive a ATM (Articulação Temporomandibular), responsável por abrir e fechar a boca, pode ser prejudicada. Isso acontece porque quando estamos estressados ou com raiva, temos o hábito de pressionar e cerrar os dentes.

O tensionamento dessa articulação, de forma constante, pode causar dores na região da face e se entender para a cabeça, pescoço e ombros, podendo levar a uma DTM (Disfunções da Articulação Temporomandibular). 

5. Bruxismo

Pessoas ansiosas ou submetidas a estresse muito forte, podem desenvolver o hábito de ranger ou apertar os dentes de forma inconsciente, esse tipo de hábito é conhecido como bruxismo.

Fonte: Chatgpt e Google

 

 

3 de abril de 2024

Narcisismo

As características de uma pessoa narcisista podem variar, mas geralmente incluem os seguintes traços:

Grandiosidade e necessidade de admiração: Pessoas narcisistas frequentemente têm uma visão inflada de si mesmas e acreditam que são especiais, únicas ou superiores aos outros. Elas buscam constantemente admiração e elogios dos outros para validar sua autoestima.

Falta de empatia: Embora possam ser habilidosas em identificar e manipular as emoções dos outros, pessoas narcisistas geralmente têm dificuldade em verdadeiramente entender ou se importar com os sentimentos e necessidades dos outros. Elas tendem a priorizar seus próprios desejos e interesses sobre os dos outros.

Exigência de atenção constante: Narcisistas frequentemente buscam estar no centro das atenções e podem ficar irritadas ou reagir negativamente quando não recebem a atenção que desejam. Eles podem exibir comportamentos dramáticos ou exagerados para chamar a atenção para si mesmos.

Fragilidade do ego: Apesar de sua aparência de confiança e autoestima elevada, pessoas narcisistas muitas vezes têm uma autoestima frágil e são altamente sensíveis à crítica ou rejeição. Eles podem reagir com raiva, agressão ou desvalorização quando se sentem ameaçados ou menosprezados.

Exploração de outros: Narcisistas frequentemente têm relacionamentos interpessoais superficiais e podem usar as pessoas ao seu redor para obter vantagens pessoais, como poder, prestígio ou recursos materiais. Eles podem se envolver em comportamentos manipulativos ou explorem para alcançar seus objetivos.

Fantasia de sucesso ilimitado: Pessoas narcisistas podem ter uma visão distorcida de sua própria capacidade e potencial, frequentemente exagerando suas realizações e talentos. Eles podem se envolver em comportamentos de auto engrandecimento, como contar histórias exageradas sobre suas conquistas ou habilidades.

É importante notar que o narcisismo existe em um espectro, com algumas pessoas exibindo traços narcisistas de forma mais sutil e outras apresentando um padrão de comportamento mais pronunciado. O transtorno de personalidade narcisista (TPN) é uma condição mental mais grave em que esses traços são persistentes, inflexíveis e causam dificuldades significativas no funcionamento pessoal, profissional e social.

 

Lidar com uma pessoa narcisista pode ser desafiador, mas existem algumas estratégias que podem ajudar a lidar com esse tipo de personalidade de maneira mais eficaz. Aqui estão algumas sugestões:

Estabeleça limites claros: Defina limites saudáveis ​​e assertivamente com o narcisista, comunicando suas necessidades e expectativas de forma clara e firme. Seja consistente em manter esses limites, mesmo quando confrontado com resistência ou manipulação.

Evite alimentar o comportamento narcisista: Não reforce ou encoraje comportamentos narcisistas, como elogios exagerados ou atenção excessiva. Em vez disso, reconheça e valorize os comportamentos positivos, mas não se envolva em jogos de manipulação ou bajulação.

Mantenha o foco em si mesmo: Concentre-se em cuidar de si mesmo e em suas próprias necessidades, em vez de tentar satisfazer constantemente as demandas do narcisista. Pratique o autocuidado e desenvolva um forte sistema de apoio pessoal para lidar com o estresse e a pressão.

Comunique-se de forma clara e objetiva: Comunique-se de maneira direta e objetiva com o narcisista, evitando linguagem ambígua ou passiva. Seja específico sobre suas preocupações e expectativas, sem se deixar manipular ou desviar do assunto.

Não entre em confrontos emocionais: Evite se envolver em confrontos emocionais ou debates com o narcisista, pois isso geralmente leva a um ciclo de conflito e manipulação. Mantenha a calma e a compostura durante as interações, focando em soluções práticas e objetivas.

Procure suporte profissional: Se o relacionamento com o narcisista estiver causando um impacto significativo em sua saúde mental e bem-estar, considere buscar aconselhamento ou terapia individual para obter suporte e orientação adicionais.

Reconheça seus próprios limites: Reconheça quando é necessário se afastar ou estabelecer uma distância saudável do narcisista, especialmente se o relacionamento estiver causando danos emocionais ou psicológicos. Saiba que é aceitável e necessário priorizar sua própria saúde e bem-estar.

Lidar com um narcisista pode ser desgastante e desafiador, mas ao estabelecer limites claros, manter o foco em si mesmo e buscar apoio quando necessário, é possível minimizar o impacto negativo desse tipo de personalidade em sua vida.

 Fonte: Site GPT e Google

28 de março de 2024

Saúde Mental

O gatilho emocional é uma realidade que afeta a grande maioria das pessoas, e que pode ser disparada por uma palavra, um cheiro, uma música... Sendo assim, as emoções represadas que vem à tona podem provocar reações físicas, como tremores, falta de ar, lágrimas ou sorrisos, respostas ríspidas a gritos ou mesmo uma agressão.

Chamado de gatilho emocional ou mental, essa espécie de "disparo de traumas" aciona cadeias de memória ruins e têm poder para mudar o estado de humor, interferir na forma como se toma decisões e no comportamento social. É uma situação que precipita sentimentos e sensações desagradáveis para alguém, afetando aspectos que podem ser muito sensíveis ao indivíduo, como baixa autoestima ou sentimentos de desamparo.

Traumas


Como foi dito anteriormente, os gatilhos mentais podem surgir por diversas maneiras e podem representar uma pessoa, um lugar e até um tom de voz. Maria Clara deu um exemplo para entender como emoções não trabalhadas pode influenciar no futuro de uma pessoa.

"Vamos imaginar uma pessoa que teve um pai muito rígido e rigoroso. Na infância, bastava ele olhar de determinada maneira que a criança sentia medo e ficava extremamente mal. Anos depois, na vida adulta, aquela criança tem contato com um chefe rígido e basta um olhar para ela voltar aquela vivência infantil, que faz ela sentir muito medo", exemplifica.

Segundo a psicóloga, é comum as pessoas lembrarem de momentos ruins. Mas a diferença do gatilho emocional é a intensidade dessa lembrança.

"Quando a gente entra em contato com um gatilho, a gente está em contato com aquelas emoções que estavam guardadinhas e a gente não cuidou", relata.

Para quem se depara com momentos como esse, a psicóloga sugere uma técnica chamada RID, que consiste em respirar, identificar o problema e decidir o que fazer com ele.

 

📌 Relaxar: o primeiro momento é relaxar, respirar. Respire uns 30 segundos, feche os olhos, se sente e se traz para si. Fale que está seguro, foque que não está mais naquela situação ruim. Preste atenção no lugar em que se está para se sentir mais seguro.

📌 Identificar: em seguida, quando se sentir mais relaxado, é importante a pessoa tentar se identificar. Como foram os últimos minutos antes do gatilho, o que ela estava falando, onde ela estava. Identificar o que fez ela sentir essas coisas ruins.

📌 Decidir: por isso é importante estar relaxado, para ir para a etapa de decisão. Refletir sobre essa pessoa, objeto, lugar ou vivência que te deu gatilho. É hora de decidir se vale a pena continuar nesse lugar, nesse sentimento.

Autocuidado é fundamental


A especialista explica que, para conhecer os gatilhos, a pessoa precisa investir em autocuidado e autoconhecimento.

"Procurar uma boa psicoterapia para que a gente possa entender quais são as questões que ainda não estão bem resolvidas dentro de nós para que a gente possa ir eliminando os gatilhos emocionais".

Maria Clara explica que o gatilho é algo que estava ali, mas que de alguma maneira não se consegue trabalhar, mas que é importante ir atrás.

Depressão

A depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o "Mal do Século". No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. A depressão provoca ainda ausência de prazer em coisas que antes faziam bem e grande oscilação de humor e pensamentos, que podem culminar em comportamentos e atos suicidas. 

Sintomas da depressão

Na condição da depressão, manifestam-se tanto sintomas psicológicos como físicos. Entre eles, os mais comuns incluem:

Humor deprimido e alterações do afeto: o indivíduo experimenta tristeza constante, com uma redução significativa da capacidade de sentir prazer em atividades que antes eram fonte de satisfação. Além da tristeza, é comum a manifestação de apatia e anestesia emocional, fazendo com que a pessoa reaja pouco ou nada às situações ao seu redor.

Sintomas físicos: prevalece a falta de energia, lentidão nos movimentos e uma sensação constante de cansaço. Embora a inquietação possa ocorrer, é menos frequente. Também são notadas variações no padrão de sono, como um aumento na sonolência e modificações no apetite, podendo resultar em ganho ou perda de peso.

Desempenho cognitivo: pode incluir piora da memória, dificuldade de concentração, e insegurança na tomada de decisões.

Pensamentos negativos: tornam difícil para o indivíduo perceber os aspectos positivos do dia a dia. 

Causas:

A depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos. Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais muitas vezes são consequência e não causa da depressão. Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no

Vários fatores podem desempenhar um papel no surgimento do transtorno:

Bioquímica: Diferenças em certas substâncias químicas no cérebro podem contribuir para os sintomas.

Genética: Depressão pode ocorrer em famílias. Por exemplo, se um gêmeo idêntico tem depressão, o outro tem 70% de chance de ter a doença em algum momento da vida.

Personalidade: Pessoas com baixa autoestima, que são facilmente oprimidas pelo estresse, ou que são geralmente pessimistas, parecem mais propensas a sofrer de depressão.

Fatores ambientais: A exposição contínua à violência, negligência, abuso ou pobreza pode tornar algumas pessoas mais vulneráveis à depressão.

Além disso, existem ainda outros fatores que podem aumentar a chance de ter depressão:

  • Transtornos psiquiátricos correlatos;
  • Estresse e ansiedade crônicos;
  • Disfunções hormonais, problemas na tireoide;
  • Excesso de peso, sedentarismo e dieta desregrada;
  • Vícios (cigarro, álcool e drogas ilícitas);
  • Hiper conexão e excesso de estímulos, como o uso excessivo de internet e redes sociais;
  • Traumas físicos ou psicológicos, experiências de violência doméstica ou abuso;
  • Separação conjugal, perda de emprego, desemprego por tempo prolongado ou a perda de uma pessoa muito querida;
  • Fibromialgia e outras dores crônicas;

A depressão, especialmente na meia-idade ou em adultos mais velhos, pode ocorrer em conjunto com outras doenças médicas graves, como diabetes, câncer, doenças cardíacas e doença de Parkinson. Estas condições são muitas vezes piores quando a depressão está presente.

Às vezes, medicamentos tomados para estas doenças físicas podem causar efeitos colaterais que contribuem para a depressão. Um médico experiente no tratamento destas doenças pode ajudar a elaborar a melhor estratégia de tratamento.

Tipos de depressão

Depressão psicótica - ocorre quando uma pessoa sofre de depressão grave, além de alguma forma de psicose, como ter falsas crenças fixas perturbadoras (delírios), ouvir ou ver coisas que outras pessoas não conseguem ouvir ou ver (alucinações).  

Assim, trata-se de uma categoria atípica de depressão maior, onde as pessoas demonstram sintomas psicóticos e comportamento depressivo geral ao mesmo tempo. Os sintomas psicóticos normalmente têm um “tema” depressivo, como delírios de culpa, pobreza ou doença.

Transtorno afetivo sazonal - é caracterizado pelo início de um quadro de tristeza prolongada durante os meses de inverno, quando há menos luz solar natural.

A depressão de inverno, como costuma ser conhecida, é uma forma de depressão que, como o próprio nome diz, ocorre principalmente durante o outono e o inverno, onde a falta de luz solar pode tornar as pessoas mais vulneráveis a flutuações normais de humor.

Normalmente é acompanhada do aumento do sono e ganho de peso.

Transtorno afetivo bipolar - é diferente da depressão, mas é incluído nesta lista porque alguém com transtorno bipolar  vivencia episódios de humores extremamente baixos que atendem aos critérios de depressão maior (chamado “depressão bipolar”).

Uma pessoa com transtorno bipolar também experimenta estados altamente elevados – eufóricos ou irritáveis ​​- chamados de “mania” ou uma forma menos grave chamada “hipomania”.

Assim, exemplos de outros tipos de distúrbios depressivos recentemente adicionados à classificação diagnóstica do DSM-5 incluem distúrbios disruptivos de humor (diagnosticados em crianças e adolescentes) e distúrbio disfórico pré-menstrual.

Como funciona um antidepressivo

Existem três moléculas básicas, conhecidas quimicamente como monoaminas, que se acredita estarem envolvidas na regulação do humor.

Estes funcionam principalmente como neurotransmissores, que literalmente transmitem sinais nervosos aos seus receptores correspondentes no cérebro. Os antidepressivos atuam influenciando esses neurotransmissores, que incluem:

Serotonina, o neurotransmissor cujo papel é regular o humor, o apetite, o sono, a memória, o comportamento social e o desejo sexual;

Norepinefrina, que influencia o estado de alerta e a função motora e ajuda a regular a pressão arterial e a frequência cardíaca em resposta ao estresse;

Dopamina, que desempenha um papel central na tomada de decisões, motivação, excitação e sinalização de prazer e recompensa.

Em pessoas com depressão, a disponibilidade desses neurotransmissores no cérebro é caracteristicamente baixa. Os antidepressivos funcionam aumentando a disponibilidade de um ou vários desses neurotransmissores de maneiras diferentes e distintas.

Das cinco classes principais de antidepressivos, os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs) e os inibidores seletivos da recaptação da serotonina e da norepinefrina (IRSNs) são os mais comumente prescritos, particularmente no tratamento de primeira linha.

Há um número de antidepressivos que funcionam impedindo a reabsorção de neurotransmissores no corpo. Coletivamente conhecidos como inibidores de recaptação, eles impedem a recaptação de um ou mais neurotransmissores, de modo que mais estejam disponíveis e ativos no cérebro.

Os inibidores seletivos da recaptação da serotonina atuam inibindo especificamente a recaptação da serotonina. ISRS são uma nova classe de antidepressivos desenvolvida pela primeira vez durante a década de 1970.

Exemplos incluem:

Esses medicamentos tendem a ter menos efeitos colaterais do que os antidepressivos mais antigos, mas ainda são conhecidos por náuseas, insônia, nervosismo, tremores e disfunção sexual.

Além de tratar a depressão, eles são por vezes utilizados para tratar transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtornos alimentares e ejaculação precoce. Eles também se mostraram úteis durante a recuperação do AVC.

Psicoterapia

Vários tipos de psicoterapia podem ajudar as pessoas com depressão. Exemplos de abordagens baseadas em evidências específicas para o tratamento da depressão incluem terapia cognitivo comportamental (TCC), terapia interpessoal e terapia de resolução de problemas.

A psicoterapia pode envolver apenas o indivíduo, mas pode incluir outros. Por exemplo, a terapia familiar ou de casais pode ajudar a resolver problemas dentro desses relacionamentos íntimos. Terapia de grupo envolve pessoas com doenças semelhantes.

Dependendo da gravidade da depressão, o tratamento pode levar algumas semanas ou muito mais tempo. Em muitos casos, melhorias significativas podem ser feitas em 10 a 15 sessões.

Terapias de Estímulo Cerebral

Se os medicamentos não reduzem os sintomas de depressão, a terapia eletroconvulsiva (ECT) pode ser uma opção a ser explorada. Com base nas últimas pesquisas:

ECT pode fornecer alívio para pessoas com depressão grave que não foram capazes de se sentir melhor com outros tratamentos.

Trata-se de um procedimento feito sob anestesia geral, no qual pequenas correntes elétricas passam pelo cérebro, desencadeando intencionalmente uma breve convulsão. A ECT parece causar mudanças na química cerebral que podem reverter rapidamente os sintomas de certas doenças mentais.

Um paciente normalmente recebe a terapia eletroconvulsiva duas a três vezes por semana para um total de seis a 12 tratamentos. A ECT tem sido usada desde a década de 1940, e muitos anos de pesquisa levaram a grandes melhorias. Geralmente é gerenciado por uma equipe de profissionais médicos treinados, incluindo um psiquiatra, um anestesista e uma enfermeira ou um médico assistente.

Embora antes fosse um tratamento que exigia internação, hoje a ECT é muitas vezes realizada em regime ambulatorial, com correntes elétricas fornecidas em um ambiente controlado para obter o maior benefício com o menor número possível de riscos.

A ECT pode causar alguns efeitos colaterais, incluindo confusão, desorientação e perda de memória. Normalmente, esses efeitos colaterais são de curto prazo.

Como prevenir a depressão?

Depressão tem recaídas. É fato. 50% das pessoas que têm ou já tiveram um episódio de depressão mais grave terão recaídas, e essa probabilidade aumenta se elas já tiveram mais de um episódio.

Entretanto, após um tratamento bem feito, é possível adicionar atividades e cuidados à rotina para tentar evitar as recaídas. Vale lembrar que estas mudanças também podem ser parte do processo de tratar a depressão, e ajudarão também. 

Fontes:

https://www.einstein.br

Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo
Universidade Federal de Minas Gerais – Revista de Psicofisiologia