12 de fevereiro de 2021

Coronavírus

Os coronavírus são um grupo de vírus de genoma de  RNA simples de sentido positivo, conhecidos desde meados dos anos 1960. Pertencem à subfamília taxonômica  Orthocoronavirinae da família Coronaviridae, da ordem Nidovirales

O Coronavírus é um grupo de vírus comum entre os animais. Em casos raros, ele é o que os cientistas chamam de zoonótico, o que significa que pode ser transmitido de animais para seres humanos, de acordo com os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida. Eles são uma causa comum de infecções respiratórias brandas a moderada de curta duração. Entre os coronavírus encontra-se o vírus causador da forma de pneumonia atípica grave conhecida por SARS, e o vírus causador da COVID-19, responsável pela pandemia em 2019 a 2021, ainda em curso.

Sintomas de Coronavírus

O vírus pode deixar as pessoas doentes, geralmente com uma doença do trato respiratório superior de leve a moderada, semelhante a um resfriado comum. Os sintomas do Coronavírus incluem coriza, tosse, dor de garganta, possivelmente dor de cabeça e talvez febre, que pode durar alguns dias.

Para aqueles com um sistema imunológico enfraquecido, idosos e muito jovens, há uma chance do vírus causar uma doença do trato respiratório mais baixo e muito mais grave, como uma pneumonia ou bronquite.

Há alguns tipos de Coronavírus humanos que são conhecidos por serem mortais.

A síndrome respiratória do Oriente Médio, também conhecida como vírus MERS, foi relatada pela primeira vez no Oriente Médio em 2012 e também causa problemas respiratórios, mas esses sintomas são muito mais graves. Três a quatro em cada 10 pacientes infectados com MERS morreram, de acordo com o CDC.

A síndrome respiratória aguda grave, também conhecida como SARS, é o outro Coronavírus que pode causar sintomas mais graves. Identificado pela primeira vez na província de Guangdong, no sul da China, de acordo com a OMS, causa problemas respiratórios, mas também pode causar diarreia, fadiga, falta de ar, dificuldade respiratória e insuficiência renal. Dependendo da idade do paciente, a taxa de mortalidade por SARS variou de 0 a 50% dos casos, sendo os idosos os mais vulneráveis.

Como se espalha

Os vírus podem se espalhar pelo contato humano com os animais. Os cientistas acham que o MERS começou em camelos, de acordo com a OMS. Com a SARS, os cientistas suspeitavam que os gatos civetas eram os culpados. As autoridades ainda não sabem qual animal pode ter causado o surto em Wuhan.

Quando se trata da transmissão de vírus de humano para humano, geralmente acontece quando alguém entra em contato com as secreções de uma pessoa infectada, como gotículas na tosse.

O vírus também pode ser transmitido ao tocar em algo que uma pessoa infectada tocou e depois colocar a mão na boca, nariz ou olhos.

Tratamento do Coronavírus

Até o momento não há tratamento específico, mas a pesquisa está em andamento. Na maioria das vezes, os sintomas desaparecem por conta própria e os especialistas aconselham a procurar atendimento precocemente. Se os sintomas forem piores que um resfriado comum, consulte seu médico.

Os médicos podem aliviar os sintomas prescrevendo um medicamento para dor ou febre. O CDC diz que um umidificador de ambiente ou um banho quente pode ajudar com dor de garganta ou tosse. A recomendação é para beber bastante líquido e ficar em repouso.

Os tipos de coronavírus

O coronavírus foi se modificando ao longo do tempo, por isso, os profissionais de saúde viram a necessidade de nomear cada um dos tipos do vírus de maneira diferente.

No caso do último vírus descoberto, seu nome inicial era novo coronavírus ou SARS-CoV-2, porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 30 de Janeiro de 2020, anunciou a mudança da nomenclatura do vírus para COVID-19.

O nome foi alterado para se adaptar às diretrizes da OMS, que aconselham os estudiosos a não darem nomes que referenciem animais, objetos, indivíduos ou grupo de pessoas para os vírus descobertos.

Conheça abaixo os tipos conhecidos:

Beta coronavírus OC43 e HKU1;

Alpha coronavírus 229E e NL63;

MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio ou MERS);

SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave ou SARS);

COVID-19 (o tipo mais recente descoberto).

Formas de se prevenir do coronavírus

A médica infectologista da Unimed Fortaleza Dra. Lícia Borges Pontes, separou 5 cuidados que você e sua família devem ter para se prevenir do coronavírus.

A sigla, em inglês, W-U-H-A-N indica ações que você deve ter no dia a dia para se manter protegido. Confira a tradução abaixo e comece a praticá-las para manter o vírus longe da sua casa:

Wash hands = Lave as mãos;

Use mask properly = Use máscaras de proteção adequadamente;

Have temperature checked regularly = Verifique sua temperatura regularmente;

Avoid large crowds = Evite grandes multidões;

Never touch your face with unclean hands = Nunca toque seu rosto com as mãos sujas.

O coronavírus tem cura?

Mesmo sem haver tratamentos específicos para o vírus, a grande maioria das pessoas contaminadas evolui para a cura. Mas, apesar dessa informação, não se pode diminuir a gravidade das complicações que esse vírus pode trazer, já que os sintomas são muito agressivos para o corpo.

O tratamento para as doenças causadas pelo vírus, por enquanto, ainda é o de suporte, ou seja, o foco é o tratamento dos sintomas da infecção, como a febre e a tosse.

O que a covid-19 faz com o seu corpo

"O coronavírus é principalmente um vírus respiratório", explica William Schaffner, professor de medicina preventiva e doenças infecciosas no Centro Médico da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos. Por esse motivo, começa infectando a garganta.

Quando o vírus entra no nosso corpo — por meio dos olhos, boca ou nariz — "ele se liga às células da mucosa do fundo do nariz e da garganta", diz o especialista. Para se replicar, o coronavírus precisa 'sequestrar' uma célula. Graças às proteínas em forma de lança que se projetam de sua superfície, o coronavírus pode penetrar na membrana dessas células.

"E uma vez dentro da célula, como os outros vírus, ele começa a dar ordem para produzir mais vírus".

Quando as cópias estão prontas, elas deixam a célula onde se originaram a destroem e começam a infectar outras células. Cada vírus pode criar entre 10 mil e 100 mil cópias.

Percurso

"O vírus então entra nos tubos brônquicos (as vias aéreas que vão para os pulmões) e ali produz inflamação na mucosa desses tubos".

"Isso causa irritação e, portanto, começamos a tossir”, diz Schaffner.

Quando isso ocorre, "a resposta inflamatória aumenta porque o corpo está combatendo o vírus e, consequentemente, a febre aparece".

Nesse ponto, começamos a nos sentir mal e a perder o apetite.

De acordo com uma análise da OMS baseada no estudo de 56 mil pacientes, 80% dos infectados desenvolvem sintomas leves (febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia), 14% sintomas severos (dificuldade em respirar e falta de ar) e 6% doença grave (insuficiência pulmonar, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte).

A situação pode piorar se o vírus "sair do canal brônquico e atingir os pulmões, onde causa inflamação (pneumonia)".

"Se uma porção suficiente de tecido pulmonar for afetada, será mais difícil para o paciente respirar, porque ele não pode respirar o 'ar ruim' e inalar o 'bom'".

Quando o corpo não recebe oxigênio suficiente, o paciente deve ser hospitalizado e pode precisar estar conectado a um respirador.

O problema não é apenas a infecção, mas a maneira como nosso corpo responde para combatê-la, explica Kalpana Sabapathy, médico clínico e epidemiologista da equipe de saúde global da Escola de Higiene e Medicina Tropical em Londres, Reino Unido, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC.

"Para evitar que a infecção sequestre nossas células, nosso corpo produz substâncias químicas bastante agressivas".

No caso da pneumonia, "(o vírus) cria congestão nos pequenos sacos de ar na base dos nossos pulmões (alvéolos)".

Essas pequenas estruturas são aquelas que normalmente se enchem de ar e, através de suas paredes, ocorre à troca pela qual o oxigênio chega ao sangue e daí para o resto do corpo.

"Mas se essas bolsas estão cheias de infecção, combinadas com a resposta do nosso corpo a essa infecção, elas têm menos capacidade de ar", diz Sabapathy.

"E se o corpo não recebe oxigênio suficiente, isso leva à insuficiência respiratória e o coração, sem oxigênio suficiente pela corrente sanguínea, não pode funcionar".

Imagem dos pulmões de uma pessoa infectada mostra áreas com pneumonia

Schaffner compara a resposta inflamatória com um conflito bélico. "Imagine que é uma guerra. Existem dois exércitos que lutam entre si, mas às vezes as bombas machucam civis. Ou podem cair no hospital ou no museu, mas não no inimigo", diz ele.

Em outras palavras, a resposta pode ser tão poderosa que acaba danificando o tecido onde o vírus é encontrado.

"Chamamos isso de dano colateral. É o que pode acontecer quando a resposta inflamatória é tão forte que aumenta o problema da pneumonia", acrescenta.

Isso significa que a infecção não precisa passar para outra parte do corpo para que uma pessoa infectada fique em estágio crítico.

Um artigo publicado em abril na revista Science destacava que um possível sinalizador das regiões mais vulneráveis do corpo seria aquelas ricas em receptores chamados ECA2 (enzima conversora da angiotensina 2).

Com a função de regular a pressão sanguínea, essas proteínas ficam na superfície da célula e são usadas como porta de entrada pelo vírus, que utiliza a estrutura celular para se reproduzir.

Além dos pulmões (mais especificamente os alvéolos pulmonares), o ECA2 também é encontrado em órgãos como o coração, o intestino e os rins — que têm sofrido lesões importantes em pacientes em estado mais grave.

"Por isso dizemos que a covid-19 é uma doença sistêmica, e não apenas respiratória", diz Dalcolmo, da Fiocruz.

Os cientistas ainda investigam se esses danos são causados diretamente pelo vírus ou por fatores indiretos ligados à doença.

Uma possibilidade, por exemplo, é que a "tempestade inflamatória" que o sistema imunológico gera para tentar combater o vírus, inundando o organismo de citocinas, acabe lesionando esses órgãos. Parte também pode ser uma consequência da própria infecção.

Independentemente da causa, os cientistas procuram entender quais desses efeitos têm consequências de curto, médio ou longo prazo.

Por quanto tempo o coronavírus permanece em superfícies?

Quanto tempo o coronavírus permanece em superfícies fora do corpo humano? Muitas pessoas têm se feito essa pergunta e não é por acaso. Ter a certeza de que determinados objetos estão livres de contaminação pode tornar mais simples o manuseio deles.

Baseado em estudos preliminares, é possível afirmar que tudo depende de uma série de fatores, o que inclui a superfície em que ele está instalado e até mesmo as condições do ambiente. Vamos entender um pouco mais sobre a capacidade de sobrevida do coronavírus.

Por quanto tempo um vírus sobrevive fora do organismo?

Um vírus é um micro-organismo extremamente simples e pequeno, composto apenas por uma cápsula proteica que envolve o material genético. Parasitas obrigatórios, sem um hospedeiro eles não resistem e deixam de existir depois de certo tempo. Esse tempo varia de vírus para vírus. Enquanto alguns são mais sensíveis ao meio externo outros, como o coronavírus, se mostram mais resistentes.

Estudo realizado por cientistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, indica que o novo Coronavírus pode sobreviver até três dias em algumas superfícies.

Segundo a pesquisa, o vírus resiste por cerca de 72 horas no plástico e 48 horas no aço inoxidável, enquanto no papelão tem uma sobrevida de 24 horas. Já no cobre, apenas 4 horas. O levantamento também mostra que o vírus pode sobreviver no ar entre 40 minutos e 2h30, após uma pessoa infectada tossir ou espirrar.

A infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo Dra. Adriana Coracini afirma que os cientistas promoveram artificialmente a nebulização do vírus no ambiente, fazendo com que ele fosse aerossolizado e, a partir daí, testado em todas as superfícies para checar o seu tempo de sobrevida.

A especialista destaca, no entanto, que, como o estudo foi realizado em laboratório, o tempo de sobrevida real pode ser um pouco diferente.

Maior resistência em outros materiais

Embora ainda não existam estudos específicos sobre o tempo de sobrevivência do coronavírus em outras superfícies, há que se fazer um alerta também com relação aos tecidos. Estudos similares feitos com outros patógenos sugerem que os materiais orgânicos podem resistir por até 96 horas nas roupas.

Outro estudo conduzido na Alemanha, por pesquisadores da Universidade de Medicina de Greifswald e levando em consideração outros tipos de coronavírus, como o SARS-CoV e o MERS-Cov, concluiu a possibilidade de sobrevivência por até 5 dias em determinadas superfícies. É o caso do aço, do vidro, do PVC, da borracha de silicone, da cerâmica e do teflon.

Diferente do que se suponha empiricamente, não há comprovação que o vírus sobreviva por menos tempo em ambientes mais quentes, o que faz com que os cuidados precisem ser redobrados independentemente das condições climáticas.

Água e sabão destroem a cápsula de proteção do vírus

A partir do momento que um vírus é exposto ao ambiente, ou seja, que se encontra sem um hospedeiro, ele sofre um processo de desidratação, no qual a estrutura das biomoléculas é comprometida após certo tempo, levando-o a um desmonte e à consequente impossibilidade de infectar células.

É justamente isso que ocorre quando lavamos as mãos com água e sabão ou com álcool em gel 70%. A mistura dessas duas substâncias quebra a cápsula de gordura que envolve o micro-organismo, desmontando-o e deixando-o exposto. Esse desmonte resulta na inutilização do vírus, que deixa de ter poder infeccioso.

Fonte

G1Saúde Estadão

https://minutosaudavel.com.br/coronavirus/

https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/biovirus.php

https://brainly.com.br/tarefa/26373327

https://www.mixvale.com.br/2020/03/22/quais-os-tipo-de-coronavirus-existentes/

https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/cientistas-alertam-para-transmiss%c3%a3o-do-coronav%c3%adrus-pelo-ar/ar-BB16qYWG

https://pebmed.com.br/coronavirus-como-e-a-transmissao-do-sars-cov-2-por-aerossol-e-fomites/

https://abori.com.br/artigos/a-transmissao-aerea-do-novo-coronavirus-atraves-de-aerossois/

https://www.sanarmed.com/e-possivel-pegar-coronavirus-pelo-ar

https://biologo.com.br/bio/coronavirus-no-brasil/

https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca#o-que-e-covid

http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/novo-coronavirus

7 de fevereiro de 2021

Vacina da COVID e reação alérgica


COVID -19: O que NÃO TE CONTAM sobre MÁSCARAS

Fonte: Youtube

O que realmente vai te proteger da COVID-19

    Todos os dias estamos assistindo, através das mídias, as formas de contaminação e prevenção da COVID -19, mas infelizmente as pessoas continuam negligenciando os cuidados e, por isso,  a cada dia os casos aumentam.
      Assistindo o OLÁ CIÊNCIA, compartilhei esta live pela qualidade das informações baseadas na Ciência.

31 de janeiro de 2021

Os vírus

      A virologia é o ramo da Microbiologia que estuda os vírus e suas propriedades.

Os vírus foram descobertos a partir dos estudos realizados por Dmitri Iwanowski e Martinus Beijerinck em 1892 e 1898, respectivamente. Esses pesquisadores estudaram o agente causador da doença denominada  de mosaico do tabaco, que deixava as folhas manchadas entre a coloração verde-escura e clara. Apesar da descoberta, os vírus foram visualizados apenas na década de 1940, após a invenção do microscópio eletrônico.

Os vírus são agentes infecciosos microscópicos, sendo até 10.000 vezes menores que a maioria das bactérias. É a estrutura biológica mais comum em nosso planeta, sendo mais numerosos que animais, plantas, fungos, parasitas e bactérias juntos.

Nem todos os vírus que existem são capazes de penetrar o organismo humano. Da mesma forma, nem todos os vírus presentes no nosso organismo são capazes de provocar doenças. Muitas vezes, um vírus capaz de infectar plantas ou bactérias é completamente inócuo para os seres humanos. O inverso também é possível, como o vírus da varíola, que é capaz de infectar humanos, mas não outros seres vivos.

Existe cerca de 21 famílias de vírus capazes de provocar doenças nos seres humanos. Uma mesma família pode ser responsável por diversas doenças diferentes, como é o caso da família Herpesviridae, composta por mais de 130 tipos de vírus, que podem provocar herpes simples, catapora, herpes zoster, mononucleose, sarcoma de Kaposi, exantema súbito, citomegalovirose, etc.

O que é um vírus?

Para a maioria da comunidade científica, os vírus não são considerados seres vivos. Na verdade, ele é um híbrido entre seres vivos e seres não vivos, pois apresenta características de ambos. A justificativa para não considerá-lo um ser vivo vem do fato dos vírus não possuírem características celulares, serem incapazes de produzir sua própria energia, não crescerem, não se dividirem e serem completamente inertes no ambiente. Um vírus é basicamente uma pequena coleção de material genético (DNA ou RNA) envolto por uma cápsula de proteína.

Para que o vírus apresente algum sinal de atividade e se reproduza, ele precisa estar dentro da célula de algum ser vivo. Por isso, ele é considerado um parasita intracelular obrigatório. Fora do meio intracelular, um vírus é uma estrutura inanimada.

Estrutura de um vírus


Capsídeo é uma capa composta de capsômeros (subunidades proteicas) de uma mesma proteína ou diferentes tipos de proteínas. Tem como objetivo proteger e oferecer rigidez à partícula viral.

Envelope viral

    • É derivado das membranas celulares do hospedeiro através de brotamento.
    • É constituído de uma camada dupla lipídica com proteínas associadas;
    • As proteínas do envelope são codificadas pelo vírus e são na sua maioria glicoproteínas;
    • O número de proteínas varia de uma até mais de dez, dependendo do vírus;
    • Tem várias funções incluindo a ancoragem inicial do vírion na célula, penetração, fusão e disseminação do vírus na célula.
    • Algumas drogas são dirigidas contra as proteínas do envelope e podem reduzir a capacidade do vírus de se ligar às células e iniciar a infecção, reduzindo a infectividade.
    • O processo de brotamento e aquisição do envelope pode ou não resultar na destruição da célula infectada;
    • A liberação de um grande número de vírus pode comprometer a integridade celular.

O genoma dos vírus codifica dois tipos de proteínas: as estruturais e não estruturais

    • As proteínas estruturais incluem as que fazem parte do capsídeo e o tegumento (camada de proteína que fica entre o envelope e o capsídeo) e associam-se e empacotam o genoma viral;
    • As proteínas não estruturais são produzidas dentro da célula infectada e desempenham diferentes funções na replicação viral, um exemplo disso é a transcriptase reversa dos retrovírus;
    • Os genomas de RNA na maioria são de fita simples, poucos possuem RNA de fita dupla (reovirus ou bornavírus).

Os genomas de RNA podem ser divididos em:

RNA de sentido positivo (+): O RNA genômico serve de RNA mensageiro e é traduzido pelo ribossomo da célula do hospedeiro.

RNA de sentido negativo (-): O RNA genômico é complementar ao que é traduzido e por isso não pode ser traduzido diretamente pelos ribossomos.

Quanto maior o genoma, maior será a quantidade de proteínas codificadas por ele, mas quando o genoma é pequeno, uma única proteína adquire muitas funções.

Espículas virais são estruturas que se ligam ao hospedeiro para causar infecção. Estão presentes nos vírus envelopados e não envelopados, onde nos primeiros estão presentes no envelope e nos segundo no capsídeo.


Capsômeros são protuberâncias visualizáveis em vírus não envelopados.  A maneira como os capsômeros são agrupados no momento da montagem dentro da célula hospedeira determina a simetria viral.

Tipos de simetria

A partir do arranjo estrutural do nucleocapsídeo, os vírus apresentam as seguintes simetrias: icosaédrica, helicoidal e complexa.

Simetria Icosaédrica é o tipo de simetria mais comum, gastando menos energia para ser formada, além de apresentar maior área interna.



       Helicoidal capsômero e DNA/RNA interagem equivalentemente, é menos

 comum que a simetria icosaédrica.

                Complexa os vírus que normalmente infectam bactérias e que têm uma espécie de cabeça e cauda usada para perfurar as bactérias.

Taxonomia

Uma taxonomia unificada para vírus só foi desenvolvida em 1966, pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV). Este esquema de classificação é inspirado no sistema de classificação de Lineu para outros organismos.

Esquema básico de classificação hierárquica

    • Ordem – sufixo virales
    • Família – sufixo viridae
    • Subfamílias – sufixo virinae
    • Gênero – sufixo vírus
    • Espécie – nome acompanhado do termo vírus

A classificação em subespécies, cepas, variantes e isolados não existe de forma oficial, embora sua importância seja reconhecida para o diagnóstico, para estudos biológicos e moleculares e também para a produção de vacinas.”

 O termo isolado (amostra) refere-se a um vírus que foi obtido por isolamento de uma determinada fonte de infecção (animal infectado).

 O termo cepa é utilizado para designar amostras de vírus que já foram bem caracterizadas e sobre as quais já se possui certo conhecimento.

 Espécie de vírus é uma classe politética de vírus que constitui uma linhagem replicativa e ocupa um nicho ecológico particular.

Bases de classificação

            1. Tipo de ácido nucleico

            2. Tamanho e morfologia

      • Simetria
      • Número de capsômeros
      • Presença ou ausência de envoltório

            3. Presença de enzimas específicas

      • Polimerases
      • Neuroaminidase

            4.  Susceptibilidade ao éter ou outros agentes químicos ou físicos.

            5. Propriedades imunológicas.

            6. Métodos naturais de transmissão.

            7. Tropismo celular, tecidual e de hospedeiro.

            8. Patologia, formação de corpúsculos de inclusão.

            9. Sintomatologia.



Para o vírus ser capaz de se multiplicar e provocar doenças é essencial que ele consiga penetrar dentro de alguma célula do nosso organismo. Esse processo nem sempre é simples.

Nossas células apresentam moléculas em sua superfície que agem como uma espécie de fechadura. Para que qualquer estrutura possa atravessar a parede celular é preciso ter uma “chave” que combine com a “fechadura” presente na superfície da célula. Células diferentes expressam “fechaduras” diferentes.

Se  no nosso corpo não existir uma célula com uma estrutura compatível com a que o vírus possui, ele entrará no nosso corpo, não conseguirá penetrar em nenhuma célula e será facilmente removido pelo sistema imunológico.

Este fato explica porque alguns vírus são incapazes de infectar humanos, ficando restritos a vegetais ou outros animais. Essa mesma analogia explica porque alguns vírus só provocam infecções respiratórias enquanto outros só atacam o sistema gastrointestinal, o fígado ou o sistema nervoso. Logo, podemos concluir que os vírus não atacam as células que ele quiser, eles só atacam as células que ele puder.

A multiplicação viral ocorre em seis etapas:

  • Adsorção: o vírus se adere à célula hospedeira;
  • Penetração: o vírus entra total ou parcialmente na célula hospedeira;
  • Desnudamento: o material genético do vírus é liberado no interior da célula;
  • Biossíntese: o material genético é duplicado e as proteínas necessárias para formar o capsídeo são sintetizadas;
  • Morfogênese: as estruturas formadoras do capsídeo e do material genético se organizam dentro da célula;
  • Liberação: ocorre a lise da célula e os novos vírus são liberados.

 Ciclo reprodutivo dos vírus

  Os vírus possuem dois tipos de ciclos reprodutivos: o ciclo lítico e o ciclo lisogênico.

 No ciclo lítico, a célula é infectada e os vírus comandam todo o processo reprodutivo em seu interior, deixando a célula totalmente inativa. O vírus assume o metabolismo da célula e pode produzir até 200 vírus, provocando lise celular. Os vírus que foram produzidos atacam outras células e recomeçam o ciclo.

 No ciclo lisogênico, o ácido nucleico do vírus entra no núcleo da célula e incorpora-se ao ácido nucleico celular. O vírus, então, começa a participar das divisões celulares. À medida que a célula sofre mitoses, a carga viral é repassada às células-filhas, infectando todo o organismo.


Fontes de pesquisa

https://www.passeiweb.com/estudos/sala_de_aula/biologia/viroses_quadro_resumo/

https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/medicina/nomenclatura-classificacao-dos-virus-e-principios-da-virologia/33831

https://brasilescola.uol.com.br/biologia/virus.htm

https://pt.wikipedia.org/wiki/Coronav%C3%ADrus

https://biologo.com.br/bio/virologia/

https://descomplica.com.br/artigo/virus-definicao-e-classificacoes/66L/

https://www.suapesquisa.com/cienciastecnologia/virus.htm


https:www.mdsaude.com/doenças-infecciosas-causadas-por-virus

https://www.todamateria.com.br/virus/ 

http://coronavirus.butantan.gov.br/ultimas-noticias/uma-breve-historia-dos-virus-na-visao-de-um-naturalista

8 de março de 2020

A escola dos bichos

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola.
Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.
O pássaro insistiu para que houvesse aulas de voo.
O esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental.
E o coelho queria que de qualquer jeito a corrida fosse incluída.
E assim foi feito, incluíram tudo, mas cometeram um grande erro.
Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.
O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele.
Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: “Voa Coelho”.
Ele saltou lá de cima e “pluf”... Coitadinho! Quebrou as pernas.
O coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma topeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidade próprias dadas por Deus.

Após a leitura da mensagem, refletir sobre a situação do cotidiano da sala de aula nos dias atuais.


A defasagem em sala de aula e o papel do professor

Cada aluno aprende de um jeito. Dentro de uma mesma sala de aula temos uma diversidade de alunos quando pensamos em características comportamentais e cognitivas. Cada um tem uma história, que é única, e decorre das particularidades de sua estrutura biológica, psicológica, familiar e sociocultural, resultando em diferenças que interferem diretamente na maneira como eles se apropriam do conhecimento na escola, ou seja, eles aprendem de formas diversas.
Tendo em vista essas condições, é importante estarmos conscientes de que os níveis de aprendizagem em uma sala de aula serão distintos, e devemos estar preparados para lidar com esse aspecto do trabalho docente, de modo que o desenvolvimento dos alunos não seja prejudicado. É função da escola detectar a diversidade presente nas salas de aula e criar condições para que os conteúdos trabalhados, quando não são bem compreendidos, sejam retomados em classe com novas atividades e estratégias de ensino” (FRAIDENRAICH, 2010).
Antes mesmo de refletirmos sobre rendimento e defasagem escolar, salientamos que, para um bom desempenho dos alunos em sala de aula, é fundamental que eles compreendam a importância dos estudos e abandonem a visão pessimista que muitos têm de que “estudar é chato”. Atividades instigantes, desafiadoras e que saiam da rotina contribuem para atrair a atenção do aluno e para o desenvolvimento de competências que favoreçam tanto a aprendizagem quanto a sua formação socioemocional. O envolvimento da família nesse processo é de suma importância para criar uma relação de confiança com a escola.
Também devem fazer parte da rotina os trabalhos em grupo, em dupla e individual. Para cada um deles, é possível desenvolver diferentes habilidades. Ao propor trabalhos em dupla ou em grupo, é importante misturar alunos que possuam diferentes níveis de aprendizagem, pois dessa forma um ajuda o outro e desenvolvem diferentes competências, como trabalho em equipe, organização, liderança e empatia. Em outros momentos, concentrar nos grupos os alunos com níveis de aprendizagem semelhantes é relevante para dar a atenção necessária, e de maneira integrada, para o grupo. Já os trabalhos individuais permitem ao aluno momentos de autonomia e criatividade.
Do mesmo modo, é importante utilizar outros espaços, além da sala de aula, para atividades de ensino e aprendizagem, como o pátio da escola, o laboratório, o bairro, uma praça, um parque municipal, um museu etc. Tais espaços possibilitam, muitas vezes, a aprendizagem de forma lúdica, informal, permanecendo o objetivo educativo.
Outro ponto importante é alternar o uso de materiais pedagógicos – revistas, mapas, jogos didáticos, histórias em quadrinhos, músicas, filmes – que desafiam o aluno a refletir e a diversificar as formas de aprendizagem e expressão do conhecimento formulado.
Isso porque há alunos que são mais visuais, outros que são mais auditivos e outros, cinestésicos.
A avaliação diagnóstica inicial, com atividades variadas de escrita, leitura e interpretação de diferentes linguagens, auxilia a detectar as principais características dos alunos, pois alguns podem ter dificuldades em interpretar uma música (estímulo auditivo), por exemplo, enquanto outros podem ter bom desempenho em analisar uma imagem (estímulo visual).
Utilizar ferramentas digitais também é um ótimo recurso, quando corretamente empregado e mediado pelo professor. No caso das escolas que tenham sala de tecnologia, o professor pode usar as ferramentas como sites e aplicativos para corrigir as defasagens. Em alguns casos, quando se detecta que a defasagem de determinado aluno está muito aquém do desempenho da turma, é importante desenvolver atividades educativas separadas dos demais, para avançar com ele na compreensão de certos conteúdos. Assim, o professor deve desenvolver de maneira constante a reflexão para demonstrar que o ato de estudar não é apenas fundamental, mas também prazeroso, despertando, assim, o interesse dos alunos.
A união entre teoria e prática é importante porque propicia aos alunos momentos em que eles possam debater, refletir e emitir opiniões sobre acontecimentos ocorridos em contextos locais e mundiais. Dessa forma, a prática reflexiva sobre os conteúdos estudados é essencial para o ensino contextualizado.

Sites de busca
www.soescola.com
www.refletirpararefletir.com.br


17 de novembro de 2019

Orquídea Cattleya


          Cattleya é um gênero de orquídeas de flores grandes e vistosas, muito popular, com inúmeros híbridos amplamente disponíveis no comércio. Tradicionalmente Cattleya era formada por cerca de 50 espécies, mas, em 2008, teve seu conceito ampliado para incluir as espécies anteriormente classificadas em outros gêneros.

          Um dos atrativos mais marcantes dessa espécie de orquídea é sua fragrância peculiar, que lembra o aroma de canela. A variedade de cores também chama atenção, rendendo-lhe nomes diferentes, com destaque ao lilás (tipo), branco (alba), branco com labelo lilás (semi-alba), azulado (designada caerulea) e lilás com riscos púrpuras (flammea).











































Sites de pesquisa

https://orquideasblog.com/orquideas-cattleya/
https://thonilitsz.arq.br/como-cultivar-orquideas-cattleya/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cattlea
https://minhasplantas.com.br/plantas/cattleya-walkeriana/
https://vidadeorquidea.com.br/especies-e-tipos-de-orquidea/
Google imagem

13 de novembro de 2019

Orquídeas


São todas as plantas que compõem a família Orchidaceae e pertencente à ordem Asparagales.

Assim como de outras famílias de plantas a classificação das orquídeas é feita como uma hierarquia. Primeiro a família, depois os gêneros, as espécies e por último as variedades.

A classificação das orquídeas depende do local onde vivem, podendo ser agrupadas em: epífitas (desenvolvem-se sobre árvores), as rupícolas (vivem sobre pedras), as terrestres (crescem sobre solo) e as saprófitas (são raras - se alimentam de restos de animais e vegetais em decomposição).

Considerando que existem mais de 36 mil espécies de orquídeas no mundo, não é surpresa que encontremos exemplares de diversos tamanhos, cores e formatos. Contudo, algumas dessas espécies de orquídeas raras impressionam por sua semelhança com animais.

Aqui temos 59 tipos de orquídeas lindas

Fonte de pesquisa
http://blog-experimento.blogspot.com/p/orq.html
hhtt://flores.culturamix.com/flores/fotos-de-flores-orquidea