12 de janeiro de 2014

Mononucleose ou doença do beijo

A mononucleose infecciosa, também conhecida como doença do beijo, é uma doença contagiosa, causada por um vírus da família do herpes chamado vírus Epstein-Barr (EBV), transmitido através da saliva. A mononucleose é mais comum em adolescentes e adultos jovens e se caracteriza pelos sintomas de febre, dor de garganta e aumento dos linfonodos.
Quer conhecer mais sobre essa doença clique no site abaixo e tenha informações sobre: transmissão, sintomas, diagnóstico e tratamento.
http://www.mdsaude.com/2009/03/mononucleose-doenca-do-beijo.html

11 de janeiro de 2014

O fígado

            O fígado e a maior glândula do corpo humano e pode executar mais de 500 funções. Encontra-se na região abdominal, do lado direito, logo abaixo do diafragma. Pode pesar até 1,5 kg. É um órgão bastante vascularizado, recebendo cerca de 70% do seu sangue proveniente da veia porta e o restante pela artéria hepática. Os nutrientes absorvidos pelo intestino chegam ao fígado pela via linfática. No fígado são metabolizados e acumulados. As substâncias tóxicas absorvidas são neutralizadas e eliminadas através da bile. O fígado possui atividade endócrina e exócrina. As células hepáticas são chamadas de hepatócitos.


            Funções 

O fígado desempenha muitas funções importantes dentro de nosso organismo, como: armazenamento e liberação de glicose, metabolismo dos lipídeos, metabolismo das proteínas (conversão de amônia em ureia), síntese da maioria das proteínas do plasma, processamento de drogas e hormônios, destruição das células sanguíneas desgastadas e bactérias, emulsificação da gordura durante o processo de digestão através da secreção da bile, etc.

Além de todas as funções já citadas no parágrafo anterior, o fígado age também no armazenamento de vitaminas e minerais. Ele armazena algumas vitaminas como: A, B12, D, E e K, além de minerais como o ferro e o cobre.

O fígado participa também da regulação do volume sanguíneo, possui importante ação antitóxica contra substâncias nocivas ao organismo como o álcool, a cafeína, gorduras, etc.

O fígado é extremamente importante para o organismo e lesões nele podem levar o indivíduo a morte.

Uma vez com falência em suas células, suas funções não são recuperadas. Porém um único pedaço transplantado pode salvar a vida de uma pessoa, pois o órgão tem a capacidade de regeneração.


Patologias

A maioria das afecções hepáticas é acompanhada por icterícia. Dentre outros sinais clínicos exibidos por esses pacientes estão: colúria (urina escura), hipo ou acolia fecal (fezes de coloração clara), prurido (coceira), ascite (barriga d'água), sangramentos, alterações na pele, cansaço, entre outros.

Dentre as principais doenças que acometem o fígado encontramos, em primeiro lugar, as hepatites virais.

Por conseguinte, encontram-se as doenças causadas pelo álcool, como cirrose, doenças hepáticas tóxicas, insuficiência hepática, fibrose entre outras.

Após os problemas relacionados ao álcool, encontramos as afecções hepáticas gordurosas, relacionadas à ingestão de alimentos em excesso.

Em quarto lugar de causas de doenças que acometem o fígado, encontramos as doenças hepáticas auto-imunes, como é o caso da hepatite auto-imune e das doenças genéticas que manifestam na idade adulta, levando à cirrose ou insuficiência aguda do órgão.

Subsequentemente encontram-se a hemocromatose, afecção genética resultante do acúmulo de ferro na corrente sanguínea, em consequência de problemas no processamento do mesmo proveniente da dieta. Esta doença leva a cirrose, resistência a insulina, bem como disfunção erétil. 

Sintomas
Dr. Arthur Frazão (Médico)
Os primeiros sinais e sintomas de problemas no fígado são a dos abdominal do lado direito s ou sem cor) e cor amarelada na pele e nos olhos, denominada cientificamente de icterícia.e a barriga inchada. Além desses pode ocorrer: cansaço, tontura, dor de cabeça, enjoo/vômito, falta de apetite, aumento de peso, coceira generalizada, gosto amargo na boca, urina amarela forte ou escura, fezes (amareladas, cinzentas, negra

Algumas possíveis causas de problemas no fígado são:

Hepatite, excesso de gordura no fígado, intoxicação hepática pelo excesso de bebidas alcoólicas, uso de medicamentos, cansaço do órgão após um dia de exageros alimentares.

Tratamento para problemas no fígado

O tratamento para os problemas de fígado menos graves, são as alterações na dieta. Já nas situações de maior gravidade, deve-se recorrer a medicamentos receitados pelo médico.

             Dieta para gordura no fígado

Tatiana Zanin (Nutricionista)
Seguir regularmente a dieta é uma das melhores e mais saudáveis formas de tratar e eliminar os sintomas de gordura no fígado.
·        Evitar ao máximo o consumo de alimentos ricos em gorduras, como pizzas, sanduíches, queijos amarelos e condimentos;
·        Eliminar o consumo qualquer bebida alcoólica;
·        Dar preferência ao consumo de alimentos saudáveis, como frutas, legumes, verduras, carnes brancas grelhadas;
·        Adicionar somente 1 colher de café de azeite na salada, depois de pronta;
·        Beber bastante água entre as refeições;
·        Comer alimentos ricos em fibras diariamente;
·        Eliminar da alimentação: queijo amarelo, requeijão, chocolate, biscoito amanteigado, produtos de pastelaria em geral, enchidos e embutidos, como linguiça, salsicha, bacon e mortadela, maionese, manteiga e margarina.

Os melhores alimentos para o fígado são os legumes e frutas, leite desnatado, mel, arroz, macarrão, carnes magras, ovos, gelatina e queijo branco.
É importante comer a cada 3 horas, mesmo que não tenha fome. Não ter fome após 3 horas significa que comeu demais na refeição anterior, e isto também precisa de ajuste.

Links úteis – visite-os para melhores informações

http://www.infoescola.com/anatomia-humana/figado/
www.tuasaude.com › Dieta e Nutrição

htt://www.portalbrasil.net.medicina_esteatosehepatica.htm


6 de janeiro de 2014

Os Rins

Os rins que têm cor vermelho-escura, medem cerca de 12 cm em uma pessoa adulta. Localizam-se na parte posterior do abdome um de cada lado da coluna, onde estão protegidos pelas ultimas costelas.
Em cada rim existem milhões de glomérulos que são os verdadeiros filtros do sangue. Quando o sangue passa através desses pequenos vasos o excesso de líquidos e sais é eliminado e inicia-se a formação de urina que será eliminada para o ureter e então para a bexiga e uretra. Fica mantido assim, o balanço adequado de líquidos no organismo evitando-se o inchaço.
Aproximadamente dois mil litros de sangue passam pelos rins todos os dias, sendo produzidos ao final 1,2 litros de urina por dia. Se os nossos rins tiverem sua função preservada, quanto mais liquido tomarmos, mais urina será produzida.

Os rins produzem também vários hormônios, incluindo aqueles que:
·         Ajudam a regular a pressão arterial (renina)
·         Estimulam a produção de glóbulos vermelhos (eritropoetina)
·         Controlam o metabolismo ósseo (calcitriol)

O fato de os rins falharem, ou seja, não funcionarem adequadamente é chamado pelos médicos de insuficiência renal.

A insuficiência renal terminal (crônica) e suas causas:


As doenças mais comuns que lesam as diferentes estruturas dos rins são as glomerulonefrite, o diabetes, a hipertensão arterial (pressão alta) e as infecções urinárias repetidas, que ocorrem quando há dificuldades de escoamento da urina, presença de cálculos ou cistos renais. Algumas doenças levam anos ou até mesmo décadas para que seu dano se torne aparente.
Quanto mais essas doenças progridem ou se agravam, maiores danos levam aos rins, perturbando suas funções, determinando então, a insuficiência renal.

O que se pode fazer para evitar a insuficiência renal

O melhor modo de se evitar ou retardar a progressão da insuficiência renal é controlar a doença de base, seguindo as recomendações de seu médico quanto ao uso adequado das medicações para o controle das doenças e as orientações alimentares que lhe forem recomendadas. Não deixe também de comparecer a todas as consultas médicas programadas e realizar os exames solicitados.

A insuficiência renal, seus sintomas

Uremia

ureia é uma substância que provém dos alimentos que contém proteínas como, por exemplo, os alimentos de origem animal (carne, ovos), e que devem ser quase totalmente eliminada do organismo através da urina. Quando os rins estão com a sua função de filtração prejudicada, a uréia fica acumulada no sangue, provocando alterações em vários órgãos, estabelecendo a uremia.
Seu médico, juntamente com uma nutricionista pode orientá-lo quanto à melhor dieta que você deve seguir para que a produção de uréia diminua, mas tudo depende do ritmo de progressão da insuficiência renal.

Alterações digestivas

Náuseas e vômitos, ou mau hálito com discreto odor de urina é um dos primeiros sintomas da uremia. Outras alterações importantes são a gastrite, as úlceras e as hemorragias digestivas, que se manifestam por dor na região do estômago ou ainda vômitos ou fezes com sangue vivo ou escurecido.

Alterações cardiovasculares

A perda progressiva das funções renais provoca hipertensão arterial ou seu agravamento. O aumento da pressão é percebido como dor de cabeça, dificuldade visual, cansaço, falta de ar e ainda aumenta o risco de infarto e acidentes vasculares.

Alterações neurológicas

O acúmulo de substâncias tóxicas pode ser sentido como dores de cabeça, insônia ou sonolência excessiva, diminuição da sensibilidade, dores ou formigamento nas mãos e nos pés e cãibras.

Alterações na pele

O prurido (sensação de coceira) é um sintoma bastante comum que se intensifica com a perda progressiva da função renal. Junto podem aparecer manchas arroxeadas e as feridas decorrentes do próprio ato de coçar a pele. Pode ser observada também uma progressiva mudança da coloração normal da pele que se torna cor de palha, em decorrência do acumulo de toxinas associado à anemia que comumente está presente

Alterações ósseas

Os rins têm um papel fundamental no metabolismo dos ossos, pois ativam a vitamina D que é a responsável pela absorção do cálcio presente nos alimentos que comemos e que deve ser incorporado aos ossos para mantê-los íntegros e fortes.
Os rins são também responsáveis pela eliminação do excesso de fósforo. O ideal é o equilíbrio das quantidades de cálcio e fósforo no sangue. Porém, com a perda da função renal, a absorção do cálcio nos intestinos é reduzida, diminuindo seu teor no sangue. Ocorre também menor eliminação de fósforo, o que faz com que esse elemento aumente no sangue, havendo um desequilíbrio que resulta na fraqueza dos ossos manifestada por dores e fraturas.

Alterações sanguíneas

Os rins produzem um hormônio, a eritropoetina, que estimula a produção e o amadurecimento das células vermelhas do nosso sangue chamadas de hemácias e a incorporação do ferro dentro das hemácias.
A anemia é conseqüência da falta do estimulo para a produção das hemácias, isto é da falta da eritropoetina. Se há menor número de hemácias ou se elas contêm menos ferro que o necessário, fica comprometida a principal função dessas células, o transporte de oxigênio que respiramos para as células de todo corpo e ainda o transporte de volta de gás carbônico que é produzido pelas células e que deve ser expelido para fora do corpo, através do ar que sai pelos pulmões.
A menor ingestão de ferro em razão das dietas restritas em carnes e verduras, e ainda os sangramentos digestivos e a menor absorção de ferro pela própria condição de uremia faz com que a anemia se acentue.
A fraqueza, o cansaço, as palpitações e a dor no peito podem acontecer principalmente, nas situações em que se exige mais do organismo, como por exemplo, durante os esforços físicos (caminhada, relação sexual, etc.), mas dependem da intensidade da anemia.

Outras alterações importantes

A diminuição da atividade sexual pode ocorrer em razão das alterações hormonais que acompanham a falência renal. É importante que você compreenda que isso faz parte da própria doença e o diálogo com o (a) parceiro (a) traz soluções, alternativas e melhor compreensão de seus problemas.
Uma alteração que também acontece é a da coagulação. Isto significa que são mais comuns os hematomas (manchas roxas) em conseqüência de traumas e sangramentos mais importantes quando há ferimentos ou cortes. Portanto tome cuidado especial, evitando assim, se expor a situações de perigo. É natural a diminuição progressiva da quantidade de urina eliminada por dia, o que se deve pela redução da capacidade de filtração dos rins. A conseqüência imediata é que todo o liquido tomado seja em forma de água, refrigerantes, sucos, sopas ou ainda provenientes de frutas, converta-se em liquido acumulado nos tecidos, ou seja, em inchaço (edema), ao invés de converter-se em urina. Portanto, você deve obedecer aos limites de ingestão diária de líquidos recomendados pelo seu médico para que os inchaços não apareçam.

Restrições 


A população de doentes renais crônicos no Brasil é estimada em dez milhões de pessoas, sendo que diabete e hipertensão são as principais causas de insuficiência nos rins. Quem sofre do mal precisa restringir o consumo de substâncias como fósforo, potássio e sal, que não são apropriadamente eliminados do organismo e acabam acumulando no sangue.
Em geral, o potássio deve ser consumido com moderação por causar cãibra e fraqueza nos músculos, inclusive no coração, possibilitando uma parada cardíaca. O fósforo provoca doença óssea, pela subtração de cálcio dos ossos, e calcificação dos tecidos moles, como vasos sanguíneos, coração e pulmões. E o sódio deve ser evitado por reter líquido, chegando em casos graves a provocar hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e edema pulmonar.

Dica - Para diminuir a ingestão de potássio, a dica é cozinhar em água frutas, verduras e legumes descascados. O cozimento reduz 60% da substância presente nesses alimentos. Para não exagerar no sódio, é preciso maneirar no sal e sempre ler a embalagem dos produtos, onde figuram as informações nutricionais dos alimentos. No caso do fósforo, o segredo é não exagerar no consumo de peixes e frutos do mar.

Alguns doentes também precisam controlar a ingestão de líquido. Já a carambola, fruta dotada de uma substância tóxica ainda não identificada pelos cientistas, é um ingrediente que deve ser totalmente riscado do cardápio. A fruta pode causar de soluços a morte.


A hemodiálise é um procedimento que filtra o sangue. Através da hemodiálise são retiradas do sangue substâncias que quando em excesso trazem prejuízos ao corpo, como a ureia, potássio, sódio e água.
Atualmente, tem havido um grande progresso em relação à segurança e a eficácia das máquinas de diálise, tornando o tratamento bastante seguro. Existem alarmes que indicam qualquer alteração que ocorra no sistema (detectores de bolhas, alteração de temperatura e do fluxo do sangue, etc.)
Em geral, a hemodiálise é feita três vezes por semana, com duração de quatro horas. Pode existir variações neste tempo de acordo com o tamanho e a idade do paciente. Crianças e adultos de grande porte podem necessitar de um tempo maior.

Alguns problemas que podem surgir durante a hemodiálise

É bastante comum sentir cãibras musculares e queda rápida da pressão arterial (hipotensão) durante a sessão de hemodiálise. Estes problemas acontecem, principalmente, em conseqüência das mudanças rápidas no equilíbrio dos líquidos e do sódio. A hipotensão pode fazer com que você sinta fraqueza, tonturas, enjoos ou mesmo vômitos. O início do tratamento dialítico pode ser um pouco mais difícil, pois, nesta fase, o corpo está adaptando-se a uma nova forma de tratamento. Você poderá evitar muitas complicações se seguir a dieta recomendada, tomar poucos líquidos e tomar seus remédios nos horários corretos.
A diálise isoladamente não oferece a reposição de hormônios, motivo pelo qual os pacientes freqüentemente precisam tomar injeção com eritropoetina e comprimidos ou injeções com calcitriol.
O transplante renal se tiver sucesso restabelece estas funções para seu organismo que daí em diante não precisará mais de diálise, nem de eritropoetina, nem de calcitriol.

Fonte da pesquisa
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?700#ixzz2oh3dMwCC

28 de dezembro de 2013

Cérebro

O órgão, matriz do sistema nervoso que está localizado dentro do crânio nos seres humanos, é o principal centro de regulação e controle das atividades corporais: sede da consciência, do pensamento, da memória e da emoção. É ele, portanto, que permite ao homem identificar, perceber e interpretar o mundo que o rodeia. É composto por massa cinzenta e massa branca, sendo dividido em dois hemisférios por intermédio do corpo caloso, compreendendo também o tronco encefálico e o cerebelo.
Cada hemisfério contém cinco lobos


Frontal - associado à atividade motora, articulação da fala, pensamento e planejamento – responsável por cognição e memória.
Parietal - responde pela interpretação das sensações e pela orientação do corpo.
Occipital - interpreta a visão.
Temporais - as emoções e a memória são trabalhadas, fornecendo ao indivíduo a capacidade de identificar e interpretar objetos ao recuperar informações passadas.

A base do cérebro é composta por gânglios basais, tálamo e hipotálamo, atuando na coordenação de movimentos, organização da transmissão e recepção das informações sensoriais e atividades automáticas do corpo, respectivamente. A função do tronco cerebral é regular atividades como a deglutição e a frequência cardíaca. O cerebelo, abaixo do cérebro e sobre o tronco cerebral, coordena os movimentos do corpo ao utilizar as informações enviadas pelo cérebro a respeito dos membros.

Como funciona

A maior parte do cérebro é constituída por dois tipos de células, a glia e o neurônio. A primeira tem a função de dar suporte e proteger a segunda, que carrega a informação sob a forma de pulsos elétricos.

A comunicação entre neurônios é realizada pelo envio de produtos químicos, neurotransmissores, pelas sinapses – junções especializadas por meio das quais as células do sistema nervoso mandam sinais formando circuitos biológicos.

Os nossos sentidos (visão, olfato, audição, tato e paladar) recebem informações do mundo que nos rodeia. Estas mensagens são enviadas como impulsos sensoriais primeiramente ao tálamo e depois para regiões do córtex cerebral específicas de cada sentido. Dessa maneira, o cérebro as reúne, organiza e armazena. De forma adequada, transmite impulsos nervosos que ditam o comportamento motor e mantém as funções do corpo, como batimento cardíaco, pressão arterial, balanço hídrico e temperatura corporal.

O cérebro também produz hormônios que influenciam outros órgãos, reagindo a hormônios produzidos em outras partes do corpo também. Nos mamíferos, grande parte destas substâncias é liberada no sistema circulatório pela glândula pituitária.

Doenças cerebrais   

Compreendem um grande problema de saúde da sociedade moderna, em consequência do crescente número de pessoas acometidas de forma direta ou indireta, e também, devido à inexistência de cura para estas patologias.

Alguns pesquisadores consideram que a tendência dessas doenças é aumentar, em decorrência do aumento da expectativa de vida da população, resultando em uma maior prevalência de doenças do cérebro, desde neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson, Huntington e esclerose múltipla aos acidentes vasculares cerebrais (AVC), neoplasias, epilepsia, ou disfunções psiquiátricas diversas, bem como outras diretamente ligadas ao envelhecimento, de origem genética ou traumática.

Alzheimer


Define-se Alzheimer como uma doença neurodegenerativa, caracterizada por uma súbita perda das faculdades mentais. Esta é considera a primeira causa de demência senil.

Inicialmente, a perda de memória gera um desconforto. No entanto, numa fase mais adiantada deixa de ser um problema, pois o doente perde a capacidade de autocrítica.

Parkinson


Esta também é uma doença neurodegenerativa, crônica e progressiva, que normalmente afeta pessoas com idade avançada. É decorrente da perda de neurônios do sistema nervoso central (SNC) em uma área específica do cérebro, levando à redução de dopamina, com consequente alteração dos movimentos não voluntários.

Huntington


Esta doença, também conhecida como mal de Huntington ou coreia de Huntington, é uma enfermidade neurodegenerativa hereditária, rara, que acomete de 3 a 7 indivíduos a cada 100.000 habitantes.
Clinicamente, caracteriza-se por movimentos, bruscos, rápidos e involuntários dos braços, pernas e face.

Esclerose Múltipla


Esta também é classificada como uma doença neurodegenerativa, que se caracterizam por placas disseminadas de dismielinização em todo o SNC, levando a um quadro neurológico variado, certas vezes com remissão, e outras com exacerbação das manifestações clínicas.

Costuma aparecer entre os 25 a 30 anos de idade, sendo mais comum em mulheres. Dentre os sintomas, podem estar presentes: sensibilidade, fraqueza muscular, perda da capacidade de locomoção, distúrbios emocionais, incontinência urinária, queda de pressão, intensa sudorese, diplopia (quando há acometimento do nervo óptico), entre outros.

Acidente Vascular Cerebral (AVC)


Popularmente conhecido como derrame cerebral, é um problema neurológico decorrente de uma obstrução (isquemia) ou rompimento dos vasos sanguíneos cerebrais (hemorragia).

Inicia-se abruptamente, sendo que o paciente pode apresentar dificuldade de movimentação dos membros de um mesmo lado do corpo, dificuldade na fala ou articulação das palavras e déficit visual súbito de uma parte do campo visual. Também pode evoluir com coma e outros sinais. Existem dois tipos de AVCS
AVC Isquêmico: As alterações implicam na redução/ausência do fluxo sanguíneo cerebral.
 AVC Hemorrágico: As alterações hemorrágicas correspondem a alterações da permeabilidade dos vasos sanguíneos cerebrais ou mesmo ruptura dos mesmos.

Epilepsia

É definida como uma alteração na atividade elétrica do cérebro, temporária e reversível. Na verdade, a epilepsia não se trata de uma doença, e sim de um sintoma que pode aparecer em diferentes formas clínicas, podendo levar a manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurodegenerativas. Tem como etiologia fatores que podem lesar os neurônios ou a forma de comunicação entre eles, como: traumatismos cranianos, resultantes de cicatrizes cerebrais; traumatismo de parto; algumas drogas e substâncias tóxicas; interrupção do fluxo sanguíneo para o cérebro decorrente de um AVC ou problemas cardiovasculares; doenças infecciosas ou tumores.
Fontes:
http://www.webciencia.com/11_29disturbios.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_vascular_cerebral
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1169821
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?153
http://felipevernon.wordpress.com/

26 de dezembro de 2013

A pele (cútis ou tez)

            A pele é o revestimento externo do corpo, considerado o maior órgão do corpo humano e o mais pesado. Compõe-se da pele propriamente dita e da tela subcutânea.

A sua função principal é a proteção do organismo das ameaças externas físicas. No entanto, ela tem também funções imunitárias, é o principal órgão da regulação da temperatura, protegendo contra a desidratação. Tem também funções nervosas, constituindo o sentido do tato e metabólicas, como a produção da vitamina D.

Tipos de Pele

           Existe basicamente 5 tipos de pele e cada uma delas apresenta características próprias e necessita de cuidados diários específicos.

Pele Normal

Textura suave, firme ao tato, com poros pequenos, e sem imperfeições. É típica dos bebês.
Cuidados diários: Usar sabonetes neutros e cremes hidratantes para peles normais, sem óleo.

Pele Oleosa

Pele brilhosa devido ao excesso de sebo (gordura) produzido. Normalmente, apresenta poros grandes e tendência a cravos e espinhas.
Cuidados diários: Usar loções de limpeza com detergentes neutros à base de hamamélis, calêndula, hortelã, cânfora e mentol, especialmente na forma de loção ou gel.

Pele Mista

Alguma oleosidade na zona T do rosto (testa, nariz e queixo), e a pele das outras áreas pode ser normal ou seca. 
Cuidados diários: Usar loções de limpeza, tônico adstringente na zona T e hidratantes de textura suave para o rosto.

Pele sensível

Fica irritada e avermelhada facilmente. É normal haver coceira, manchas, ardor e uma maior tendência para descamar. Apresenta textura fina, delicada e bastante sensível ao uso de cosméticos.
Cuidados diários: Usar sabonete hidratante e todos os produtos cosméticos deve ser específico para pele sensível.
Pele Seca
Pele com tendência a desenvolver pequenas rugas e descamação. Pele que apresenta sensação de "repuxamento" após lavagem com sabonete ou com água muito quente.
Cuidados diários: Usar produtos livres de álcool, emolientes com textura leve e suave para o rosto, e já para o corpo pode-se adicionar um pouco de óleo de macadâmia, amêndoas ou de semente de uva ao creme hidratante, para um melhor efeito do mesmo.

O ressecamento é bem comum e pode ser causado por diversos fatores: Conheça-os a seguir:

1)     Sabonete: Se você tem pele seca ou ressecada, um dos primeiros pontos a serem analisados é o sabonete que você está usando. “O ideal para quem tem a pele muito seca é usar sabonete apenas nas axilas, nádegas e área genital.”
2)    Mau uso do hidratante: Não basta usar hidratante: ele deve ser aplicado da maneira mais eficiente se o objetivo for se livrar da pele seca. A dica é usá-lo logo após o banho, pois assim o hidratante penetra melhor na pele.
3)    Banhos muito quentes e prolongados: Este hábito contribui muito para a pele seca e ressecada. Banhos quentes, com temperaturas acima de 36ºC/37ºC, facilitam a remoção da camada de gordura da pele, principalmente associado ao uso de sabonetes. A temperatura ideal é a temperatura da nossa pele, 35ºC.
4)     Umidade do ar: As condições climáticas influenciam muito o estado da pele. Quando o tempo estiver seco, os especialistas indicam banhos mais curtos e menos quentes, pouco uso do sabonete e investimento pesado em hidratação logo após o banho. Também vale contar com a ajuda de um umidificador de ar.
5)     Roupas que causam alergia: Roupas que possuem tecido sintético, onde o suor permanece na pele e não é absorvido pelo tecido, podem fazer com que a pele perca a barreira de proteção mais superficial e tenha maior propensão a alergias. Assim a pele fica mais sensível, vermelha e extremamente seca.
6)     Doenças que afetam a pele: Diabetes, hipotireoidismo, má nutrição podem prejudicar a saúde da pele. O primeiro passo é tratar e controlar o problema.
7)     Efeito colateral de medicamentos: Existem medicações que ressecam a pele, como as estatinas, usadas no controle do colesterol. Os diuréticos, usados no tratamento da hipertensão também contribuem para diminuição da oleosidade da pele. A solução é investir em um bom creme hidratante.
8)   Idade avançada: Conforme o tempo passa, o corpo já não é mais o mesmo. As glândulas sebáceas reduzem a produção de sebo com a idade, deixando a pele mais seca, principalmente nas extremidades. A saída, mais uma vez, é apostar em cremes hidratantes e ingerir água regularmente.

Patologia


A pele é um importante órgão na clínica de várias doenças ou condições benignas que a afetam principalmente ou primariamente outros órgãos.
  • Acantose nigricans - forma de hiperplasia do epitélio da pele.
  • Acne - inflamação dos folículos pilosos devido a infecção pela bactéria Propionibacterium acnes.
  • Alopécia - redução parcial ou total de pelos ou cabelos em uma determinada área de pele.
  • Carbúnculo - doença infecciosa causada pelo Bacillus anthracis com manifestações cutâneas importantes.
  • Celulite - alteração do tecido subcutâneo e gorduroso da pele causando irregularidades na superfície.
  • Dermatite seborreica - doença inflamatória da pele com etiologia autoimune.
  • Efélis ou sarda - é uma hiperpigmentação fotorreativa em alguns pontos da pele que até certo ponto pode ser considerada sem importância (normalmente não necessita de preocupação).
  • Hemangioma - tumor benigno causado por um crescimento anormal de vasos sanguíneos.
  • Ictiose - doença genética com formação de pseudo-escamas na pele.
  • Impetigo - infecção da pele com formação de pústulas por Staphylococcus aureus ou Streptococcus.
  • Lentigo - pigmentação da pele semelhante à efelis, mas que não aparece e desaparece com as estações do ano.
  • Melanoma maligno - tumor dos melanócitos da pele.
  • Melasma - escurecimento da pele devido a hormônios femininos que ocorre sobretudo na gravidez.
  • Molusco contagioso - pápula devido a infecção pelo vírus do molusco contagioso.
  • Nevo - mancha, pinta ou sinal na pele.
  • Pelagra - dermatite devido a deficiência vitamínica.
  • Psoríase - doença autoimune da pele, aspecto de intensa descamação.
  • Pênfigo - doença com formação de bolhas de causa autoimune. Pode ser fatal.
  • Púrpura senil - são petéquias, equimoses, ou hematomas, que aparecem no dorso, punhos, antebraços.
  • Tinha - infecção cutânea com fungos. A forma mais importante é o pé de atleta.
  • Tumores da pele - outras neoplasias comuns da pele, como nevos (pontos negros - benigno) e carcinomas epidermoides ou basaloides.
  • Urticária, Eczema e Eritema multiforme -reações alérgicas da pele.
  • Verruga - lesão neoplásica benigna causada por infecção com papilomavirus.
  • Vitiligo - doença autoimune da pele (um dos fatores é o psicológico) faz com que determinadas regiões do corpo (começando geralmente nas extremidades) sofram despigmentação, ficando muito mais clara que a pele normal, necessita de tratamento médico.
Fonte de pesquisa