11 de abril de 2021
15 de março de 2021
Coronavírus no corpo
8 de março de 2021
1 de março de 2021
23 de fevereiro de 2021
12 de fevereiro de 2021
Coronavírus
Os coronavírus são
um grupo de vírus de genoma de RNA simples de sentido positivo, conhecidos desde meados dos
anos 1960. Pertencem à subfamília taxonômica Orthocoronavirinae da família Coronaviridae, da ordem Nidovirales.
O Coronavírus é um grupo de vírus comum entre os animais. Em casos raros, ele é o que os cientistas chamam de zoonótico, o que significa que pode ser transmitido de animais para seres humanos, de acordo com os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças.
A maioria
das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida. Eles são uma
causa comum de infecções respiratórias brandas a moderada de curta duração.
Entre os coronavírus encontra-se o vírus causador da forma de pneumonia atípica grave conhecida
por SARS, e o vírus causador da COVID-19,
responsável pela pandemia em 2019 a 2021, ainda em curso.
Sintomas de Coronavírus
O vírus pode deixar as pessoas doentes, geralmente com uma doença do
trato respiratório superior de leve a moderada, semelhante a um resfriado
comum. Os sintomas do Coronavírus incluem coriza, tosse, dor de garganta,
possivelmente dor de cabeça e talvez febre, que pode durar alguns dias.
Para aqueles com um sistema imunológico enfraquecido, idosos e muito
jovens, há uma chance do vírus causar uma doença do trato respiratório mais
baixo e muito mais grave, como uma pneumonia ou bronquite.
Há alguns tipos de Coronavírus humanos que são conhecidos por serem
mortais.
A síndrome respiratória do Oriente Médio, também conhecida como vírus MERS, foi relatada pela primeira vez no Oriente
Médio em 2012 e também causa problemas respiratórios, mas esses sintomas são
muito mais graves. Três a quatro em cada 10 pacientes infectados com MERS
morreram, de acordo com o CDC.
A síndrome respiratória aguda grave, também conhecida como SARS, é o outro Coronavírus que pode causar
sintomas mais graves. Identificado pela primeira vez na província de Guangdong,
no sul da China, de acordo com a OMS, causa problemas respiratórios, mas também
pode causar diarreia, fadiga, falta de ar, dificuldade respiratória e
insuficiência renal. Dependendo da idade do paciente, a taxa de mortalidade por
SARS variou de 0 a 50% dos casos, sendo os idosos os mais vulneráveis.
Como se espalha
Os vírus podem se espalhar pelo contato humano com os animais. Os
cientistas acham que o MERS começou em camelos, de acordo com a OMS. Com a
SARS, os cientistas suspeitavam que os gatos civetas eram os culpados. As
autoridades ainda não sabem qual animal pode ter causado o surto em Wuhan.
Quando se trata da transmissão de vírus de humano para humano,
geralmente acontece quando alguém entra em contato com as secreções de uma
pessoa infectada, como gotículas na tosse.
O vírus também pode ser transmitido ao tocar em algo que uma pessoa
infectada tocou e depois colocar a mão na boca, nariz ou olhos.
Tratamento do Coronavírus
Até o momento não há tratamento específico, mas a pesquisa está em
andamento. Na maioria das vezes, os sintomas desaparecem por conta própria e os
especialistas aconselham a procurar atendimento precocemente. Se os sintomas
forem piores que um resfriado comum, consulte seu médico.
Os médicos podem aliviar os sintomas prescrevendo um medicamento para
dor ou febre. O CDC diz que um umidificador de ambiente ou um banho quente pode
ajudar com dor de garganta ou tosse. A recomendação é para beber bastante
líquido e ficar em repouso.
Os tipos de coronavírus
O coronavírus
foi se modificando ao longo do tempo, por isso, os profissionais de saúde viram
a necessidade de nomear cada um dos tipos do
vírus de maneira diferente.
No caso do
último vírus descoberto, seu nome inicial era novo
coronavírus ou SARS-CoV-2,
porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 30 de Janeiro de 2020,
anunciou a mudança da nomenclatura do vírus para COVID-19.
O nome foi
alterado para se adaptar às diretrizes da OMS,
que aconselham os estudiosos a não darem nomes que referenciem animais,
objetos, indivíduos ou grupo de pessoas para os vírus descobertos.
Conheça abaixo os tipos conhecidos:
Beta coronavírus OC43 e
HKU1;
Alpha coronavírus 229E e
NL63;
MERS-CoV (causador da
Síndrome Respiratória do Oriente Médio ou MERS);
SARS-CoV (causador da
Síndrome Respiratória Aguda Grave ou SARS);
COVID-19 (o tipo mais recente descoberto).
Formas de se prevenir do
coronavírus
A médica infectologista da Unimed
Fortaleza Dra. Lícia Borges Pontes, separou 5 cuidados que você e sua família devem ter para se prevenir do coronavírus.
A sigla, em inglês, W-U-H-A-N indica ações que você
deve ter no dia a dia para se manter protegido. Confira a tradução abaixo e
comece a praticá-las para manter o vírus longe da sua casa:
Wash hands = Lave as mãos;
Use mask properly = Use máscaras de proteção adequadamente;
Have temperature checked
regularly = Verifique sua
temperatura regularmente;
Avoid large crowds = Evite grandes multidões;
Never touch your face with
unclean hands = Nunca toque seu
rosto com as mãos sujas.
O coronavírus tem cura?
Mesmo sem
haver tratamentos específicos para o vírus, a grande maioria das pessoas contaminadas
evolui para a cura. Mas, apesar dessa informação, não
se pode diminuir a gravidade das complicações que esse vírus pode trazer, já
que os sintomas são muito agressivos para
o corpo.
O tratamento
para as doenças causadas pelo vírus, por enquanto, ainda é o de suporte, ou seja, o foco é o tratamento dos sintomas da infecção,
como a febre e a tosse.
O que a covid-19
faz com o seu corpo
"O coronavírus é principalmente um
vírus respiratório", explica William Schaffner, professor de medicina
preventiva e doenças infecciosas no Centro Médico da Universidade Vanderbilt,
nos Estados Unidos. Por esse motivo, começa infectando a garganta.
Quando o vírus entra no nosso corpo — por
meio dos olhos, boca ou nariz — "ele se liga às células da mucosa do fundo
do nariz e da garganta", diz o especialista. Para se replicar, o
coronavírus precisa 'sequestrar' uma célula. Graças às proteínas em forma de
lança que se projetam de sua superfície, o coronavírus pode penetrar na
membrana dessas células.
"E uma vez dentro da célula, como os
outros vírus, ele começa a dar ordem para produzir mais vírus".
Quando as cópias estão prontas, elas
deixam a célula onde se originaram a destroem e começam a infectar outras
células. Cada vírus pode criar entre 10 mil e 100 mil cópias.
Percurso
"O vírus então entra nos tubos
brônquicos (as vias aéreas que vão para os pulmões) e ali produz inflamação na
mucosa desses tubos".
"Isso causa irritação e, portanto,
começamos a tossir”, diz Schaffner.
Quando isso ocorre, "a resposta
inflamatória aumenta porque o corpo está combatendo o vírus e,
consequentemente, a febre aparece".
Nesse ponto, começamos a nos sentir mal e
a perder o apetite.
De acordo com uma análise da OMS baseada
no estudo de 56 mil pacientes, 80% dos infectados desenvolvem sintomas leves
(febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia), 14% sintomas severos (dificuldade
em respirar e falta de ar) e 6% doença grave (insuficiência pulmonar, choque
séptico, falência de órgãos e risco de morte).
A situação pode piorar se o vírus
"sair do canal brônquico e atingir os pulmões, onde causa inflamação
(pneumonia)".
"Se uma porção suficiente de tecido
pulmonar for afetada, será mais difícil para o paciente respirar, porque ele
não pode respirar o 'ar ruim' e inalar o 'bom'".
Quando o corpo não recebe oxigênio
suficiente, o paciente deve ser hospitalizado e pode precisar estar conectado a
um respirador.
O problema não é apenas a infecção, mas a
maneira como nosso corpo responde para combatê-la, explica Kalpana Sabapathy,
médico clínico e epidemiologista da equipe de saúde global da Escola de Higiene
e Medicina Tropical em Londres, Reino Unido, à BBC News Mundo, o serviço de notícias
em espanhol da BBC.
"Para evitar que a infecção
sequestre nossas células, nosso corpo produz substâncias químicas bastante
agressivas".
No caso da pneumonia, "(o vírus)
cria congestão nos pequenos sacos de ar na base dos nossos pulmões
(alvéolos)".
Essas pequenas estruturas são aquelas que
normalmente se enchem de ar e, através de suas paredes, ocorre à troca pela
qual o oxigênio chega ao sangue e daí para o resto do corpo.
"Mas se essas bolsas estão cheias de
infecção, combinadas com a resposta do nosso corpo a essa infecção, elas têm
menos capacidade de ar", diz Sabapathy.
"E se o corpo não recebe oxigênio
suficiente, isso leva à insuficiência respiratória e o coração, sem oxigênio
suficiente pela corrente sanguínea, não pode funcionar".
Imagem dos pulmões de uma pessoa
infectada mostra áreas com pneumonia
Schaffner compara a resposta inflamatória
com um conflito bélico. "Imagine que é uma guerra. Existem dois exércitos
que lutam entre si, mas às vezes as bombas machucam civis. Ou podem cair no
hospital ou no museu, mas não no inimigo", diz ele.
Em outras palavras, a resposta pode ser
tão poderosa que acaba danificando o tecido onde o vírus é encontrado.
"Chamamos isso de dano colateral. É
o que pode acontecer quando a resposta inflamatória é tão forte que aumenta o
problema da pneumonia", acrescenta.
Isso significa que a infecção não precisa
passar para outra parte do corpo para que uma pessoa infectada fique em estágio
crítico.
Um artigo publicado
em abril na revista Science destacava que um possível sinalizador das regiões
mais vulneráveis do corpo seria aquelas ricas em receptores chamados ECA2
(enzima conversora da angiotensina 2).
Com
a função de regular a pressão sanguínea, essas proteínas ficam na superfície da
célula e são usadas como porta de entrada pelo vírus, que utiliza a estrutura
celular para se reproduzir.
Além
dos pulmões (mais especificamente os alvéolos pulmonares), o ECA2 também é
encontrado em órgãos como o coração, o intestino e os rins — que têm sofrido
lesões importantes em pacientes em estado mais grave.
"Por
isso dizemos que a covid-19 é uma doença sistêmica, e não apenas
respiratória", diz Dalcolmo, da Fiocruz.
Os
cientistas ainda investigam se esses danos são causados diretamente pelo vírus
ou por fatores indiretos ligados à doença.
Uma
possibilidade, por exemplo, é que a "tempestade inflamatória" que o
sistema imunológico gera para tentar combater o vírus, inundando o organismo de
citocinas, acabe lesionando esses órgãos. Parte também pode ser uma
consequência da própria infecção.
Independentemente
da causa, os cientistas procuram entender quais desses efeitos têm
consequências de curto, médio ou longo prazo.
Por quanto tempo o
coronavírus permanece em superfícies?
Quanto tempo o coronavírus permanece em superfícies fora do corpo
humano? Muitas pessoas têm se feito essa pergunta e não é por acaso. Ter a
certeza de que determinados objetos estão livres de contaminação pode tornar
mais simples o manuseio deles.
Baseado em estudos preliminares, é possível
afirmar que tudo depende de uma série de fatores, o que inclui a superfície em
que ele está instalado e até mesmo as condições do ambiente. Vamos entender um
pouco mais sobre a capacidade de sobrevida do coronavírus.
Por quanto tempo um vírus sobrevive fora do
organismo?
Um vírus é um micro-organismo extremamente
simples e pequeno, composto apenas por uma cápsula proteica que envolve o
material genético. Parasitas obrigatórios, sem um hospedeiro eles não resistem
e deixam de existir depois de certo tempo. Esse tempo varia de vírus para
vírus. Enquanto alguns são mais sensíveis ao meio externo outros, como o
coronavírus, se mostram mais resistentes.
Estudo
realizado por cientistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e
da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, indica que o novo
Coronavírus pode sobreviver até três dias em algumas superfícies.
Segundo a
pesquisa, o vírus resiste por cerca de 72 horas no plástico e 48 horas no aço
inoxidável, enquanto no papelão tem uma sobrevida de 24 horas. Já no cobre,
apenas 4 horas. O levantamento também mostra que o vírus pode sobreviver no ar
entre 40 minutos e 2h30, após uma pessoa infectada tossir ou espirrar.
A
infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo Dra. Adriana
Coracini afirma que os cientistas promoveram artificialmente a nebulização do
vírus no ambiente, fazendo com que ele fosse aerossolizado e, a partir daí,
testado em todas as superfícies para checar o seu tempo de sobrevida.
A
especialista destaca, no entanto, que, como o estudo foi realizado em
laboratório, o tempo de sobrevida real pode ser um pouco diferente.
Maior resistência em outros materiais
Embora ainda não existam estudos específicos
sobre o tempo de sobrevivência do coronavírus em outras superfícies, há que se
fazer um alerta também com relação aos tecidos. Estudos similares feitos com
outros patógenos sugerem que os materiais orgânicos podem resistir por até 96
horas nas roupas.
Outro estudo conduzido na Alemanha, por
pesquisadores da Universidade de Medicina de Greifswald e levando em
consideração outros tipos de coronavírus, como o SARS-CoV e o MERS-Cov, concluiu a
possibilidade de sobrevivência por até 5 dias em determinadas superfícies. É o
caso do aço, do vidro, do PVC, da borracha de silicone, da cerâmica e do
teflon.
Diferente do que se suponha empiricamente,
não há comprovação que o vírus sobreviva por menos tempo em ambientes mais
quentes, o que faz com que os cuidados precisem ser redobrados
independentemente das condições climáticas.
Água e sabão destroem a cápsula de proteção
do vírus
A partir do momento que um vírus é exposto
ao ambiente, ou seja, que se encontra sem um hospedeiro, ele sofre um processo
de desidratação, no qual a estrutura das biomoléculas é comprometida após certo
tempo, levando-o a um desmonte e à consequente impossibilidade de infectar
células.
É justamente isso que ocorre quando lavamos
as mãos com água e sabão ou com álcool em gel 70%. A mistura dessas duas
substâncias quebra a cápsula de gordura que envolve o micro-organismo, desmontando-o
e deixando-o exposto. Esse desmonte resulta na inutilização do vírus, que deixa
de ter poder infeccioso.
Fonte
https://minutosaudavel.com.br/coronavirus/
https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/biovirus.php
https://brainly.com.br/tarefa/26373327
https://www.mixvale.com.br/2020/03/22/quais-os-tipo-de-coronavirus-existentes/
https://pebmed.com.br/coronavirus-como-e-a-transmissao-do-sars-cov-2-por-aerossol-e-fomites/
https://abori.com.br/artigos/a-transmissao-aerea-do-novo-coronavirus-atraves-de-aerossois/
https://www.sanarmed.com/e-possivel-pegar-coronavirus-pelo-ar
https://biologo.com.br/bio/coronavirus-no-brasil/
https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca#o-que-e-covid
7 de fevereiro de 2021
O que realmente vai te proteger da COVID-19
5 de fevereiro de 2021
31 de janeiro de 2021
Os vírus
A virologia é o ramo da Microbiologia que estuda os vírus e suas propriedades.
Os vírus foram descobertos a partir dos estudos realizados por Dmitri Iwanowski e Martinus Beijerinck em 1892 e 1898, respectivamente. Esses pesquisadores estudaram o agente causador da doença denominada de mosaico do tabaco, que deixava as folhas manchadas entre a coloração verde-escura e clara. Apesar da descoberta, os vírus foram visualizados apenas na década de 1940, após a invenção do microscópio eletrônico.
Os vírus são agentes infecciosos microscópicos, sendo até 10.000 vezes menores que a maioria das bactérias. É a estrutura biológica mais comum em nosso planeta, sendo mais numerosos que animais, plantas, fungos, parasitas e bactérias juntos.
Nem todos os vírus que existem são capazes de penetrar
o organismo humano. Da mesma forma, nem todos os vírus presentes no nosso
organismo são capazes de provocar doenças. Muitas vezes, um vírus capaz de
infectar plantas ou bactérias é completamente inócuo para os seres humanos. O
inverso também é possível, como o vírus da varíola, que é capaz de infectar
humanos, mas não outros seres vivos.
Existe cerca de 21 famílias de vírus capazes de provocar doenças nos seres humanos. Uma mesma família pode ser responsável por diversas doenças diferentes, como é o caso da família Herpesviridae, composta por mais de 130 tipos de vírus, que podem provocar herpes simples, catapora, herpes zoster, mononucleose, sarcoma de Kaposi, exantema súbito, citomegalovirose, etc.
O que é um vírus?
Para a maioria da comunidade científica, os vírus não são considerados seres vivos. Na verdade, ele é um híbrido entre seres vivos e seres não vivos, pois apresenta características de ambos. A justificativa para não considerá-lo um ser vivo vem do fato dos vírus não possuírem características celulares, serem incapazes de produzir sua própria energia, não crescerem, não se dividirem e serem completamente inertes no ambiente. Um vírus é basicamente uma pequena coleção de material genético (DNA ou RNA) envolto por uma cápsula de proteína.
Para que o vírus apresente algum sinal de atividade e
se reproduza, ele precisa estar dentro da célula de algum ser vivo. Por isso,
ele é considerado um parasita intracelular obrigatório. Fora do meio
intracelular, um vírus é uma estrutura inanimada.
Estrutura
de um vírus
- É derivado das membranas celulares do hospedeiro através de brotamento.
- É constituído de uma camada dupla lipídica com proteínas associadas;
- As proteínas do envelope são codificadas pelo vírus e são na sua maioria glicoproteínas;
- O número de proteínas varia de uma até mais de dez, dependendo do vírus;
- Tem várias funções incluindo a ancoragem inicial do vírion na célula, penetração, fusão e disseminação do vírus na célula.
- Algumas drogas são dirigidas contra as proteínas do envelope e podem reduzir a capacidade do vírus de se ligar às células e iniciar a infecção, reduzindo a infectividade.
- O processo de brotamento e aquisição do envelope pode ou não resultar na destruição da célula infectada;
- A liberação de um grande número de vírus pode comprometer a integridade celular.
O genoma dos vírus codifica dois tipos de
proteínas: as estruturais e não estruturais
- As proteínas estruturais incluem as que fazem parte do capsídeo e o tegumento (camada de proteína que fica entre o envelope e o capsídeo) e associam-se e empacotam o genoma viral;
- As proteínas não estruturais são produzidas dentro da célula infectada e desempenham diferentes funções na replicação viral, um exemplo disso é a transcriptase reversa dos retrovírus;
- Os genomas de RNA na maioria são de fita simples, poucos possuem RNA de fita dupla (reovirus ou bornavírus).
Os genomas de RNA podem ser divididos em:
RNA de sentido positivo (+): O RNA genômico serve de RNA mensageiro e é traduzido pelo ribossomo da célula do hospedeiro.
RNA de sentido negativo (-): O RNA genômico é complementar ao que é traduzido e por isso não pode ser traduzido diretamente pelos ribossomos.
Quanto maior o genoma, maior será a quantidade de proteínas codificadas por ele, mas quando o genoma é pequeno, uma única proteína adquire muitas funções.
Espículas virais são estruturas que se ligam ao hospedeiro para causar infecção. Estão presentes nos vírus envelopados e não envelopados, onde nos primeiros estão presentes no envelope e nos segundo no capsídeo.
A partir do arranjo estrutural do nucleocapsídeo, os vírus apresentam as seguintes simetrias: icosaédrica, helicoidal e complexa.
Simetria Icosaédrica é o tipo de simetria mais comum, gastando menos energia para ser formada, além de apresentar maior área interna.
Helicoidal capsômero e DNA/RNA interagem equivalentemente, é menos
comum que a simetria icosaédrica.
Complexa os vírus que normalmente infectam bactérias e que têm uma espécie de cabeça e cauda usada para perfurar as bactérias.
Taxonomia
Uma taxonomia unificada para vírus só foi desenvolvida em
1966, pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus (ICTV). Este esquema de
classificação é inspirado no sistema de classificação de Lineu para outros
organismos.
Esquema básico de classificação
hierárquica
- Ordem – sufixo virales
- Família – sufixo viridae
- Subfamílias – sufixo virinae
- Gênero – sufixo vírus
- Espécie – nome acompanhado do termo vírus
“A classificação em subespécies, cepas, variantes e isolados não existe de forma oficial, embora sua importância seja reconhecida para o diagnóstico, para estudos biológicos e moleculares e também para a produção de vacinas.”
Bases de classificação
1. Tipo de ácido nucleico
2. Tamanho e morfologia
- Simetria
- Número de capsômeros
- Presença ou ausência de envoltório
3. Presença de enzimas específicas
- Polimerases
- Neuroaminidase
4. Susceptibilidade ao éter ou outros agentes
químicos ou físicos.
5. Propriedades imunológicas.
6. Métodos naturais de transmissão.
7. Tropismo celular, tecidual e de hospedeiro.
8. Patologia, formação de corpúsculos de inclusão.
9. Sintomatologia.
Para o vírus ser capaz de se multiplicar e provocar
doenças é essencial que ele consiga penetrar dentro de alguma célula do nosso
organismo. Esse processo nem sempre é simples.
Nossas células apresentam moléculas em sua superfície
que agem como uma espécie de fechadura. Para que qualquer estrutura possa
atravessar a parede celular é preciso ter uma “chave” que combine com a
“fechadura” presente na superfície da célula. Células diferentes expressam
“fechaduras” diferentes.
Se no nosso
corpo não existir uma célula com uma estrutura compatível com a que o vírus
possui, ele entrará no nosso corpo, não conseguirá penetrar em nenhuma célula e
será facilmente removido pelo sistema imunológico.
Este fato explica porque alguns vírus são incapazes de
infectar humanos, ficando restritos a vegetais ou outros animais. Essa mesma
analogia explica porque alguns vírus só provocam infecções respiratórias
enquanto outros só atacam o sistema gastrointestinal, o fígado ou o sistema
nervoso. Logo, podemos concluir que os vírus não atacam as células que ele
quiser, eles só atacam as células que ele puder.
A multiplicação viral ocorre em seis etapas:
- Adsorção: o vírus se adere à célula hospedeira;
- Penetração: o vírus entra total ou parcialmente na célula hospedeira;
- Desnudamento: o material genético do vírus é liberado no interior da célula;
- Biossíntese: o material genético é duplicado e as proteínas necessárias para formar o capsídeo são sintetizadas;
- Morfogênese: as estruturas formadoras do capsídeo e do material genético se organizam dentro da célula;
- Liberação: ocorre a lise da célula e os novos vírus são liberados.
Ciclo reprodutivo dos vírus
Os vírus possuem dois tipos de ciclos reprodutivos: o ciclo lítico e o ciclo lisogênico.
No ciclo lítico, a célula é infectada e os vírus comandam todo o processo reprodutivo em seu interior, deixando a célula totalmente inativa. O vírus assume o metabolismo da célula e pode produzir até 200 vírus, provocando lise celular. Os vírus que foram produzidos atacam outras células e recomeçam o ciclo.
No ciclo lisogênico, o ácido nucleico do vírus entra no núcleo da célula e incorpora-se ao ácido nucleico celular. O vírus, então, começa a participar das divisões celulares. À medida que a célula sofre mitoses, a carga viral é repassada às células-filhas, infectando todo o organismo.
Fontes de pesquisa
https://www.passeiweb.com/estudos/sala_de_aula/biologia/viroses_quadro_resumo/
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/virus.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Coronav%C3%ADrus
https://biologo.com.br/bio/virologia/
https://descomplica.com.br/artigo/virus-definicao-e-classificacoes/66L/
https://www.suapesquisa.com/cienciastecnologia/virus.htm
https:www.mdsaude.com/doenças-infecciosas-causadas-por-virus
https://www.todamateria.com.br/virus/






